sexta-feira, 22 de maio de 2015

Voe de graça com a FAB (Força Aérea Brasileira)

"Viajar" + "de graça" são dois termos que se aplicados na mesma frase podem levar qualquer um à loucura. Vamos reunir em posts algumas maneiras de viajar de graça: seja não pagando hospedagem, transportes ou passagem aérea.
No post de hoje, confira como você pode voar de graça nos aviões da Força Aérea Brasileira.


Crédito: Wikipedia/Renato Spilimbergo Carvalho


Qualquer cidadão brasileiro pode usufruir dos aviões do nosso exército. E isso não exige que você seja político, muito menos militar.

Para conseguir essa boquinha, você precisa saber de antemão que, claro, não é tão simples quanto viajar por uma empresa aérea civil. Há uma lista de espera e vezes que um voo para o local desejado não esteja no programa ainda. Exige tempo, já que não se sabe certamente o dia de embarque até a hora de confirmarem o seu espaço no voo, além de uma dose de paciência. Se você tem os dois, ótimo!

O tipo de avião varia entre estilo jatinho (jato C99), turbo-hélice bandeira e até cargueiro. Por isso, não crie expectativa de conforto, nunca se sabe qual aeronave você pode pegar.

A viagem pode ser feita em todo território nacional, por meio de inscrição no Correio Aéreo Nacional (CAN) da localidade onde deseja embarcar. Verifique antes por telefone os dados e documentos exigidos na inscrição. Por telefone você também pode conferir com o atendente se o destino desejado é uma rota realizável para a FAB.
Os telefones do Correio Aéreo Nacional de cada região são:

Região Sul:
Florianópolis/SC - (48) 3229-5021
Canoas/RS - (51) 3462-5166
Santa Maria/RS - (55) 3220-3309

Região Sudeste:
São Paulo/SP
- (11) 2465-2038 / 2465-2039
Pirassununga/SP - (19) 3565-7025 / 3565-7205
Rio de Janeiro/RJ – (21) 2138-4020 / 2138-4205 / 2138-4212

Região Centro-Oeste:
Brasília/DF
- (61) 3365-1002
Campo Grande/MS - (67) 3368-3126

Região Norte:
Belém/PA
- (91) 3182-9327
Boa Vista/RR - (95) 4009-1036
Manaus/AM
- (92) 2129-1729
Porto Velho/RO - (69) 3211-9722 / 3211-9725

Região Nordeste:
Fortaleza/CE
- (85) 3216-3195
Natal/RN - (84) 3644-7135 / 3644-7136
Recife/PE - (81) 3322-4182 / 3461-7653
Salvador/BA - (71) 3377-8225

Não há limite de quantidade de voos, ou seja, você pode usufruir desse direito sempre. Para mais informações, acesse o site da FAB.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dicas: como fazer um roteiro de viagem



Pode parecer simples, mas decidir o roteiro é a parte mais trabalhosa de uma viagem. Escolher para onde você vai, por quantos dias, onde se hospedar, e no final fazer com que tudo isso faça sentido não é fácil. Mas é super possível fazer isso sozinho sem precisar contratar os serviços de alguma agência. O objetivo de um roteiro não é engessar a sua viagem, mas sim orientar e otimizar o seu tempo. As dicas que contamos aqui são baseadas nas nossas experiências pessoais em viagens ao longo dos anos.
Saiba que não existe nenhuma regra na hora de organizar uma viagem, vale adequar estas dicas (e outras que achar conveniente) ao seu perfil e criar o seu jeito próprio de fazer roteiro. São muitas opções, muitas decisões, muita informação e pequenos detalhes, mas com este passo-a-passo vai ficar bem mais fácil de entender o processo! Então, vamos lá:

SAIBA QUANTOS DIAS VOCÊ TEM E QUANTO PODE GASTAR ($)
Com essas duas variantes definidas, você já consegue filtrar grande parte das opções, o que facilita sua vida. Se tiver poucos dias ou pouco dinheiro, vale dar um foco maior no Brasil ou América Latina. Se tiver mais do que 1 semana, já dá para pensar em outros continentes. Não que isso seja uma regra, mas baseado nisso você já direciona melhor suas escolhas. Nessa etapa também vale já pesquisar qual o custo de vida das cidades que você pretende conhecer, para saber se cabem no seu orçamento. Pesquise sobre isso no site Quanto custa viajar. O site não é 100% preciso (o preço das passagens não é muito real) mas já dá para ter uma boa noção.

DECIDA O SEU ITINERÁRIO
Antes de qualquer coisa, seja prático e racional na hora de decidir os destinos. Encaixe o itinerário dentro das sua possibilidades, não tente conhecer todos os países do mundo de uma vez só, senão no final das contas você acaba não conhecendo nenhum deles de verdade. Para começar…

Escolha a cidade principal da sua viagem
Onde é que você faz questão de ir e quer passar mais tempo? Londres? Sydney? Berlim? Sabendo qual será a sua base principal, fica mais fácil escolher os outros lugares que você pode incluir no roteiro. 

Escolha as cidades secundárias 
Que outras cidades você quer conhecer? Escolheu Londres como principal? Então tente fazer um roteiro que fique nos arredores (Reino Unido, França, Irlanda etc.). É claro que nada impede de você querer conhecer Londres e Atenas em uma mesma viagem. Mas se seu intuito é gastar menos e perder menos tempo com deslocamentos, seja sensato: para otimizar o tempo, escolha lugares próximos uns dos outros. Quando se está viajando, ficar 8 horas sem fazer nada dentro de um trem, por exemplo, é um prejuízo enorme!

Certifique-se de que existem meios de se deslocar entre essas cidades
Enquanto estiver escolhendo as possíveis cidades, certifique-se de que existem meios de se deslocar entre elas (de carro, avião, ônibus ou trem). Nessas horas o GoEuro (site de busca de passagens de trem, avião e ônibus) é super útil, principalmente para a Europa. Nele você simula rotas, descobre preços, vê quanto tempo leva cada trecho e confere se a rota que escolheu é viável. A dica é, por mais repetitiva que seja: evite fazer um roteiro onde os deslocamentos de uma cidade para outra sejam muito longos.

DECIDA QUANTOS DIAS FICAR EM CADA CIDADE
Use seus conhecimentos matemáticos. Por exemplo: se tem 20 dias, e quer ficar 8 em Londres, então sobram 12 para dividir entre outras cidades próximas (ou próximas das cidades próximas). Então agora veja o que tem nas proximidades e encaixe dentro desses dias restantes. Pode ser Paris, Liverpool, Edimburgo… 

E como saber quantos dias ficar em cada uma?
Isso depende de muitos fatores: o tamanho da cidade, o que tem para se fazer, quantos bate e volta estão programados etc. Cada um tem um perfil diferente, então pesquise em guias, sites, blogs e peça a opinião dos seus amigos, e aí veja quantos dias são suficientes pra você. Não tem certo e errado nesse caso, mas o ideal é ficar no mínimo 5 dias em cidades grandes (Roma, Paris, Londres, Sydney etc). Já as cidades menores, varia muito. Algumas delas, 2 ou 3 dias é o bastante, outras podem até ser visitadas de bate e volta de alguma outra cidade maior (por exemplo: Bruges, saindo de Bruxelas/Bélgica). Falando nisso, essa é uma dica do Ricardo Freire que seguimos religiosamente: montar bases! Permanecer em uma cidade central e fazer bate e volta para cidades menores nos arredores (desde que você leve no máximo 1h30 pra chegar, mais do que isso não compensa). Assim você não precisa ficar levando sua mala pra lá e pra cá e se poupa do trabalho repetitivo de check-in, check-out, transporte etc. Não se esqueça de contar os bate e volta como um dia adicional na cidade-base. 

FINALIZE O ROTEIRO
Agora junte todas essas informações e faça uma versão final do roteiro. Uma coisa que ajuda muito, é fazer um mapinha no My Maps do Google para visualizar as ideias que você tem na cabeça. Na verdade, dá para fazer isso já no começo e alterar conforme for mudando de ideia. Até chegar nesse ponto, você provavelmente teve que abrir mão de algum destino ou adicionou um que nem pensava em conhecer. O roteiro final nem sempre é igual a sua ideia inicial, é normal isso acontecer. O importante é chegar em um itinerário final que faça sentido, não é? 

Mas para quem ainda ficou um pouco confuso…

FALANDO SOBRE ROTEIROS NA PRÁTICA
Em 2012 fizemos um mochilão com foco em Berlim e Munique (na época da Oktoberfest), eram passagens obrigatórias! Então passamos 7 dias em Berlim e 4 em Munique, e o resto do roteiro foi decidido pela proximidade e pelo deslocamento fácil. Fizemos nesta ordem: Amsterdam > Berlim > Praga > Munique > Viena > Budapeste. Todos os deslocamentos foram feitos de trem em menos de 4 horas de viagem cada (exceto Amsterdam - Berlim que foram 6 horas). E também fizemos um bate e volta de Munique para as cidades de Füssen e Dachau.


Já em 2014, fizemos Reino Unido e Paris com foco em Londres. Passamos 8 dias em Londres, e o resto dos 14 dias restantes, dividimos entre as 4 outras cidades. Então fizemos um roteiro nessa ordem: Dublin > Edimburgo > Liverpool > Londres > Paris. Fizemos bate e volta de Edimburgo para o Lago Ness, de Londres para Stonehenge e Bath, e de Paris para Versailles. Para saber mais detalhes sobre como foi essa nossa viagem de 2014, confiram este post: Mochilão: Reino Unido e arredores



E você? Tem mais alguma dica pra compartilhar conosco? Fala com a gente pelos comentários!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Relato de viagem: Antártica

O post de hoje é uma colaboração do nosso amigo James Vaccari, que fez uma viagem incrível para a Antártica com a Marinha do Brasil. Esperamos que gostem deste relato!

Qualquer pessoa com boa vontade e algo em torno de 8 mil dólares pode fazer um passeio até a Antártica partindo de Punta Arenas, no Chile. Qualquer pessoa também pode voluntariar-se para trabalhar na tripulação de algum navio que vá para lá. Algumas pessoas podem comprar um veleiro, aprender a navegar e ir por conta própria, como Amyr Klink. Ou pagar por um vôo para as estações que têm aeroportos. Mas o que vou contar aqui é um caminho alternativo, que depende de um monte de fatores até que isso seja possível: ir como alpinista voluntário a serviço da Marinha do Brasil. E aí você deve se perguntar: o que um alpinista, trabalhando para a marinha, faz? Escala mastro? Quase isso.

Estação Antártica Comandante Ferraz






Em resumo: O Brasil é um dos 29 países membros consultivos do Tratado Antártico. Como membro, deve zelar pela preservação da Antártica e prover pesquisas científicas relevantes. Para que essas pesquisas ocorram, foi criada há mais de 30 anos, a Estação Antártica Comandante Ferraz, que apesar de mantida pela Marinha do Brasil, não tem fins militares. A marinha é apenas o braço logístico do Brasil, com apoio da Aeronáutica. As pesquisas são realizadas por diversos grupos de universidades brasileiras, através do Ministério de Ciência e Tecnologia. São projetos relacionados a biologia, oceanografia, meteorologia, geologia, arqueologia, glaciologia, entre outros, que direta ou indiretamente tem impacto no Brasil. Outras parcerias são firmadas para que o Programa Antártico Brasileiro funcione, como a Vale fornecendo projetos de energia sustentável, a Petrobrás fornecendo combustível para a FAB e para os navios, e o Clube Alpino Paulista, prestando consultoria técnica e indicando alpinistas para o auxílio e segurança desses grupos de pesquisa e militares em terreno de neve e gelo.

Aí que eu entrei.

Por esse caminho, “basta” ter experiência de alguns anos de escalada, conhecimentos de resgate, primeiros-socorros, fazer um treinamento específico com a Marinha, passar em avaliações do Clube, da Marinha, exames médicos etc. Com todos estes fatores favoráveis, um esquema logístico é traçado, para que o alpinista auxilie um projeto de pesquisa específico, ou vários projetos na região da Estação, que fica nas ilhas Shetland do Sul, mais precisamente na Baía do Almirantado, na Ilha Rei George.




O roteiro de viagem é o seguinte: Fui de São Paulo para o Rio de Janeiro. Lá peguei um avião C-130 da FAB modificado para transporte de carga e fui até Pelotas - RS. Em Pelotas, recebi as roupas especiais e equipamentos. Eles ficam armazenados na ESANTAR Rio Grande, um espaço que a Marinha tem em convênio com a Faculdade de Rio Grande para armazenar os materiais usados no programa Antártico, tais como roupas térmicas, impermeáveis, barracas, botas etc. Todo ano, tudo é limpo e revisado. Um trabalhão.

De lá, o avião segue para Punta Arenas, no Chile, onde aguarda condições meteorológicas ideais para o pouso final no aeroporto da Estação Chilena Eduardo Frei, já na Antártica. Punta Arenas é uma cidade tranquila, plana, venta o tempo todo, tem uma zona franca que tem preços razoáveis, e se tiver um tempo, vale a pena fazer uma caminhada até Reserva Nacional Magallanes.

Depois que São Pedro liberou o voo, segui para a estação Chilena e de lá, um dos navios de apoio da Marinha nos envia um bote a motor para nos levar a bordo.



Fiquei um tempo ali na margem ajudando os mergulhadores responsáveis pelo bote (como se precisassem de ajuda), e em menos de meia hora vi os primeiros pinguins, e um pouco do que a Antártica era capaz. A maré subiu, o tempo virou e quase não deu tempo de embarcar todo mundo. Foram 3 ou 4 bate-voltas até o navio e por pouco teve gente que teve que dormir na base Chilena. Devidamente embarcados navegamos por 3 ou 4 horas até a estação brasileira. Parte dos militares e pesquisadores, vão de navio desde Punta Arenas, fazendo a emocionante travessia do Drake até a Estação, uma chacoalhante travessia de 3 dias.

O meu trabalho como alpinista lá era basicamente auxiliar os grupos de pesquisa que saíam da estação para fazer alguma coleta na região, cuidando da segurança de todos. E quando o tempo não permitia, era a vez de auxiliar nos trabalhos de manutenção da estação: limpeza, cozinha, e todo tipo de tarefa que envolve o dia a dia de uma casa com 60 pessoas.



Troquei um apetrecho no alto de uma antena de rádio. Foram horas balançando ao vento tentando soltar parafusos congelados. Pintei o mastro da bandeira (tarefa tradicional destinada a todo alpinista que vai lá). Acompanhei a operação de um ROV (veículo submarino operado remotamente) que vasculhava o fundo do mar. Caminhei à procura de ninhos de aves pelas montanhas. Apoiei o pessoal que pesquisava pinguins. Ajudei a carregar MUITAS caixas de cargas, chamadas marfinites. Ajudei a procurar algas pela costa. Visitei a base Polonesa de Arctovski, que nos abrigou quando o tempo virou. Fiz faxina de montão.



Fiquei 71 dias na Estação, e com certeza foi uma das experiências mais interessantes da minha vida. Vi milhares de pinguins, senti o cheiro deles (essa parte não é tão boa), vi focas, leões marinhos, peixes que só existem lá, aves diversas, vi pôr do sol às 23h e o nascer às 2h da manhã, paisagens incríveis, de tirar o fôlego, de congelar o fôlego...





Conheci pessoas dos mais diversos tipos, vi cientista PHD lavar banheiro, vi Comandante da Marinha lavar prato, vi o sorriso de senhores, marceneiros e pintores, que nunca tinham visto neve na vida, escalando montanhas comigo, vi jovens empenhados em estudar e tentando fazer algo por um Brasil melhor. Todos iguais, sob as mesmas condições difíceis, isolados de suas famílias, de seus amigos, mas vivendo como uma família, com respeito, igualdade e união.

Infelizmente voltei de lá um mês antes do incêndio que destruiu a Estação e vitimou dois militares, dois amigos. Mas voltei com a certeza de que, se depender dos brasileiros que trabalham nesse Programa, a Antártica estará em boas mãos por mais uns anos, para que nossos descendentes possam conhecer.




FAQ

1. Faz muito frio?
R: Sim. Pode fazer muito frio... Mas no verão antártico, entre outubro e abril, que é quando as pesquisas acontecem, as temperaturas ficam em torno de -4 e 10C. Já no inverno, quando só os militares que fazem a manutenção da Estação ficam lá, pode chegar a -20C. Aí sim é frio! E se estiver ventando, a sensação térmica pode ser de -40C, -60C.

2. Me traz um pinguim?
R: Não! Primeiro que ele automaticamente deixa de ser fofinho quando você sente o cheiro de peixe dele. Segundo que existem uma série de normas e licenças para se poder pegar um pinguim, ou qualquer animal lá. Existem áreas que você nem pode ir sem licença. O Ministério do Meio Ambiente fiscaliza, os militares fiscalizam, os cientistas fiscalizam, qualquer outra pessoa de qualquer outro país do Tratado fiscaliza e pode denunciar um crime ambiental. E se isso ocorre, o país é que tem que responder perante a comunidade internacional. Você não imagina o tamanho da treta. Tudo é feito pra preservar o meio ambiente.

3. Eu não sou alpinista, nem militar, nem pesquisador, como faço pra ir?
R: Existem companhias de turismo que promovem cruzeiros pra lá, saindo de Punta Arenas, Ushuaia. Mas é importante você saber que NADA garante que você vá pisar em solo Antártico. O clima muda muito depressa e é possível que o comandante do navio dê meia volta, não importa quanto dinheiro você tenha. Ali, a segurança tem que vir em primeiro lugar, bem como a segurança de tudo que tem lá. Se você for, não toque nos animais, não dê comida, não pise onde não puder pisar, não faça barulho, não fume, não tire selfie com a foca-leopardo (ela pode morder seu celular, sua mão, seu braço...)

4. Tem urso polar? Tem pirâmides escondidas? Tem vestígio de E.T.?
R: Urso polar não. Outras coisas, eu não vi...


James Vaccari é diretor de arte e designer enquanto não viaja. Quando está viajando se mete a fotografar o que vê e a desenhar uma coisa ou outra. Prefere viajar pra onde as pessoas normais se preocupariam com banho e banheiro, e gosta de andar muito. Também é instrutor de montanhismo e escalada.


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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Como Tirar o Passaporte














[INFORMAÇÕES ATUALIZADAS EM 05/2017]

Requerer, agendar, emitir e retirar seu passaporte sozinho, sem um guia como este, não é impossível. Mas você pode encontrar uma burocracia aqui, uma pegadinha ali, e aí até os mais experientes se confundem. É como fazer seu Imposto de Renda: todo ano tem declaração, mas todo ano surgem aquelas dúvidas de sempre.

O novo passaporte brasileiro agora tem validade de 10 anos e não mais de 5. Neste novo passaporte, a filiação constará nos dados, isso dispensará a apresentação de outros documentos na hora do embarque.

Agora confira o passo a passo para requerer e retirar o passaporte brasileiro:

1. Acesse o Portal da Polícia Federal
Passaportes são emitidos somente pela Polícia Federal. Não há necessidade de envolver serviços terceirizados, você pagará a mais por isso sendo que é totalmente capaz de fazer tudo sozinho.
Clique no link e siga as instruções iniciais.

2. Solicite a emissão do passaporte
Através deste link da Polícia Federal, preencha seus dados pessoais, documentos, dados complementares e acesse os locais de atendimento da sua região. Ao fim do preenchimento de todas as abas, seu boleto de pagamento (GRU - Guia de Recolhimento da União) será gerado.

3. Pague o GRU (boleto)
Pague o boleto e guarde o comprovante de pagamento. Atente-se para que o comprovante de pagamento não seja comprovante de agendamento do pagamento, caso decida programar o pagamento para uma data futura. Não esqueça de apresentar este comprovante junto com o restante dos documentos exigidos no momento da emissão do passaporte.

ATENÇÃO! Há uma confusão bastante comum em relação ao valor a ser pago, mas vamos elucidar aqui: não importa se você vai tirar o passaporte pela primeira vez ou não, ele terá valor fixo. Porém, se você já teve um passaporte, é imprescindível que o apresente no dia da emissão do novo documento. Caso esqueça de apresentá-lo, você pagará o dobro do valor real.
Em caso de extravio, perda ou furto, preencha a Comunicação de Ocorrência com Documento de Viagem e apresente com o restante dos documentos. Em caso de roubo (subtração mediante violência ou grave ameaça à pessoa devidamente registrada em boletim de ocorrência da polícia civil local), não será cobrada a maior taxa pelo novo passaporte, e sim o valor original.

4. Agende sua data de atendimento em um dos postos da Polícia Federal
Em alguns postos policiais deve-se fazer um agendamento prévio para a expedição do seu passaporte. Consulte no link o lugar mais acessível, junto com datas e horários disponíveis.

5. Verifique os documentos exigidos
Você tem todos os documentos em mãos? Já pagou o GRU? Então confira a lista de documentos ORIGINAIS que devem ser apresentados na hora de emitir seu passaporte. Apresente todos os documentos solicitados, a falta de qualquer um deles não é tolerada.

DICA! Se você não tem o comprovante de votação eleitoral 1º e 2º turno, consiga sua Certidão de Quitação Eleitoral aqui. Se também não tiver o número do seu título eleitoral em mãos, acesse o site do Tribunal Superior Eleitoral.

6. Compareça ao posto policial agendado, no horário marcado
Em posse de todos os documentos, agendamento impresso, protocolo de pedido de passaporte e comprovante de pagamento, compareça ao local agendado. Não é necessário levar fotografia.
Após todo o procedimento de cadastro, você saberá a partir de qual data poderá retirar seu passaporte.

7. Consulte o andamento do seu pedido de passaporte
Para não perder a viagem, confira se seu passaporte está pronto ou não para retirada. Você também será avisado por e-mail quando ele estiver disponível.

8. Retire seu passaporte
O passaporte é entregue pessoalmente ao titular, mediante apresentação de documento de identidade e da assinatura de recibo. Busque seu passaporte no horário e local indicados. Se você não retirar seu passaporte em até 90 dias, ele será automaticamente cancelado.


Perdeu o GRU ou passou a data do vencimento do boleto?
Sem problemas, o GRU pode ser reemitido por este link. Esteja com ele pago antes do dia de emissão do seu passaporte.

Perdeu o protocolo da solicitação do passaporte?
Não é possível gerar um novo protocolo de solicitação, nem mesmo para imprimir. Mas não se preocupe, tenha o agendamento eletrônico impresso em mãos que o número do seu protocolo estará lá.


Esteja pronto para viajar o mundo! Com estas dicas e passo a passo, vai ser simples tirar seu passaporte. Se você tiver qualquer outra dúvida em relação ao tema, coloque nos comentários. Ficaremos felizes em ajudar.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Seguro Viagem: fazer ou não fazer?



Vai viajar para fora do país? Então nem pense em ir sem seguro viagem! Ele geralmente cobre despesas médicas, odontológicas, medicamentos, hospitalizações, bagagens extraviadas, roubos e furtos, voos perdidos ou cancelados etc. Ninguém espera ter problemas durante alguma viagem, mas infelizmente acidentes e imprevistos acontecem com qualquer um. Por mais saudável e sortudo que você seja, não tem como prever que algo errado vá acontecer.

Se você estiver viajando para a Europa, o seguro viagem no valor mínimo de € 30.000 é OBRIGATÓRIO para os países que fazem parte do Tratado de Schengen (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça). O mesmo se repete para Cuba, a diferença é que se pode adquirir o seguro até mesmo no aeroporto. E finalmente, se seu interesse é estudar como intercambista na Austrália, também deverá contratar um seguro viagem equivalente à sua estadia.
No caso da Europa, você pode até ser impedido de entrar se não tiver o seguro. Eles raramente solicitam o comprovante na imigração, mas é melhor não arriscar.

De qualquer forma, recomendamos que você faça o seguro mesmo que não seja obrigatório no país em que você vai entrar. Ninguém espera se machucar ou ficar doente durante uma viagem, mas pode acontecer, e despesas médicas são extremamente caras em qualquer país (lembrando que nem todos dispõem de serviço de saúde totalmente gratuito e público). O preço do seguro varia dependendo do destino e da seguradora. Três semanas na Europa, por exemplo, fica em média R$250. Já as despesas médicas são com certeza fora do orçamento de qualquer viajante. Para se ter uma ideia, o custo médio diário de uma internação médica nos Estados Unidos é de U$ 1960, segundo o Kaiser Family Foundation.

Como diz o velho ditado: é melhor prevenir que remediar.

Como comprar o seguro
Existem várias seguradoras que oferecem o serviço de seguro viagem, e cada uma possui uma cobertura diferente. Pesquise, leia atentamente as cláusulas, saiba quais são os serviços incluídos, qual o valor da cobertura e o preço. E então, depois disso, escolha aquele que mais se adequa ao que você precisa para a sua viagem.

Nós indicamos os seguros da World Nomads e da Mondial. São dois dos melhores e mais utilizados por viajantes do mundo inteiro. E são os que nós utilizamos em nossas viagens. A World Nomads é recomendada pela Lonely Planet e pela National Geographic e é muito popular entre os mochileiros, mas a compra é feita toda em inglês e o pagamento é em dólares. Já pela Mondial, uma das mais conhecidas no Brasil, o processo de compra é feito todo em português e o pagamento é feito em reais. Os dois diferem nos preços, valores de cobertura e serviços, então escolhemos um ou outro dependendo das nossas necessidades.


Para fazer a compra, é só entrar no site da seguradora escolhida (World NomadsMondial, ou qualquer outra de sua preferência) e preencher o formulário com as informações solicitadas (países de destino, país de origem, data de embarque e retorno, idade etc.). Eles irão dar a cotação de duas ou mais opções de seguro para você escolher (um básico e um mais top), mas o básico é o suficiente para quem não vai praticar esportes radicais. Em seguida, preencha seus dados pessoais e pague. Depois da compra, a apólice é enviada por e-mail (um link ou um pdf). Imprima e guarde na sua carteira ou mantenha o arquivo salvo no seu celular. O importante é ter sempre com você durante toda a viagem.

Não há necessidade de fazer o seguro com muita antecedência, mas procure fechar isso no mínimo 1 dia antes de viajar.

E durante a viagem, como funciona?
Caso precise acionar o seguro por algum motivo durante a sua viagem, ligue para o telefone indicado e informe o número da sua apólice. Explique o problema e eles dirão como proceder, o que fazer ou onde ir. Siga as instruções passadas e pronto.

Seguro feito? Agora aproveite sua viagem!

Aviso: nós ganhamos uma pequena comissão se você comprar o seguro viagem clicando nos links e banners do blog. Mas você não paga nada a mais por isso.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Beatles pelo Mundo: de Liverpool a Mongólia



John Lennon, em 1966, declarou que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo. Até hoje alguns o chamam de polêmico, herege e por aí vai. A bem da verdade é que quando começamos a pesquisar sobre a banda ao redor do mundo, não imaginávamos o quanto de coisa ia surgir.
De Liverpool a Ulaanbaatar, na Mongólia, são centenas de pontos turísticos, bares, museus, memoriais, estátuas, placas e mais em homenagem ao quarteto.
Nosso principal objetivo não é incentivar uma volta ao mundo atrás de cada ponto turístico destacado e sim que você aproveite sua viagem a algum destino que coincida e possa visitar esses lugares. :)
Mas se você quiser fazer essa trip louca, por favor nos chame!

Dê o play no vídeo e confira as dicas.




AMÉRICA DO NORTE

ESTADOS UNIDOS

Mosaico Imagine: (Créditos: Wikipedia - User: Damzow), Edifício Dakota (Créditos: Wikipedia - User: Andrevruas), Strawberry Fields  (Créditos: Wikipedia - User: Ingfbruno), Calçada da Fama



Nova York - Edifício Dakota
O famoso edifício foi a última residência do casal Lennon e Yoko. John foi assassinado por seu fã, Mark David Chapman, na frente deste prédio em 1980.
Curiosidade: O prédio também serviu de locação para o filme Rosemary's Baby (O Bebê de Rosemary).

Nova York - Central Park - Memorial Strawberry Fields e Mosaico Imagine
A alguns passos do Edifício Dakota está uma grande homenagem póstuma a John Lennon. O Memorial Strawberry Fields é um espaço de 2,5 acres dentro do Central Park. Lá encontra-se o famoso mosaico Imagine.

Nova York - Aeroporto JFK - Placa comemorativa 50 anos de Beatles nos EUA
Em fevereiro de 2014, completaram 50 anos que os Beatles pisaram pela primeira vez na América. E como primeira parada, o Aeroporto Internacional JFK. A placa que homenageia a data está no Terminal 5 (TWA Flight Center).

Los Angeles - Calçada da Fama
Os Beatles (como banda) e cada um do quarteto já foram homenageados com sua própria estrela, na calçada mais famosa de Hollywood. Confira o endereço onde as estrelas estão:
Beatles - 7080 Hollywood Blvd.
John Lennon, George Harrison, Ringo Starr, Paul McCartney - 1750 Vine Street
Curiosidade: Por incrível que pareça, o último homenageado foi Sir Paul McCartney, que só ganhou seu pedacinho na calçada em 2012!

Los Angeles - George Harrison Tree
George Harrison morreu em 2001 em Los Angeles, e parece que a cidade não esqueceu de seu ídolo. A árvore original foi plantada em 2004, no Griffith Park.
Curiosidade: Em 2014 a árvore morreu devido a um ataque de besouros. Foi tão irônico que vários jornais destacaram desta forma, afinal a árvore do Beatle foi destruída por beetles. Em fevereiro de 2015, um novo pinheiro foi plantado.

Texas - Houston - Estátuas Gigantes
Estas incríveis estátuas dos Beatles, esculpidas pelo artista David Adickes, estão em Shepherd Drive e possuem cerca de 11 metros de altura cada! Vale a pena conferir.

Arkansas - Walnut Ridge - Beatles Park
Os Beatles fizeram apenas uma ponte aérea visitaram a cidade de Walnut Ridge em 1964 e isso rendeu uma homenagem à banda, com direito a um parque e uma escultura.


AMÉRICA DO SUL

ARGENTINA

Museu dos Beatles e Beatles Memo



Buenos Aires - Museu dos Beatles
Rodolfo Vasquez é um argentino fã de Beatles e parte de sua incrível coleção particular virou museu. The Cavern Buenos Aires é um conjunto de salas com museu, teatro e bar temáticos, tudo sobre o Fab Four.

Rosário - Pub Beatles Memo
Localizado na cidade de Rosário, Beatles Memo é conhecido como "Pub Tributo" ao Beatles. Também possui uma grande memorabilia sobre a banda.


PERU

Lima - Estátua John Lennon
Ao lado do Oceano Pacífico encontra-se uma estátua de bronze de John Lennon, erguida em 2007. Em frente à estátua, um mosaico com a palavra "Imagine", inspirado no mosaico original situado no Central Park.


AMÉRICA CENTRAL

CUBA

Parque John Lennon  (Créditos: Wikipedia - User: ZorphDark)



Havana - Parque John Lennon
Em um dos bancos do parque está sentada a estátua de Lennon. Aos pés deste banco, em um pedaço de mármore está gravado: "Dirás que soy un soñador pero no soy el único".
Curiosidade: Segundo pesquisamos, o óculos do monumento já foi roubado tantas vezes que, hoje em dia, um segurança coloca (e retira) uma armação na estátua quando turistas querem tirar foto ao lado dela.

Varadero - Beatles Bar
Varadero é uma cidade litorânea de Cuba com ares de Caribe. Se passar por lá e curte um rock'n roll, visite o Beatles Bar. Música ao vivo e estátuas de bronze em homenagem à banda estão no pacote!


ÁSIA

ÍNDIA

Beatles no Rishikesh (Créditos: Paul Saltzman)



Rishikesh - Beatles Ashram
A temporada que os Beatles passaram na Índia foi muito produtiva e também polêmica. O que restou desta visita foi o Ashram que os abrigou e que hoje em dia está abandonado. Mesmo assim é possível a visitação. Veja mais fotos aqui (Daily Mail).


MONGÓLIA

Mongólia - Ulaanbaatar (Ulan Bator) - Monumento aos Beatles
Ulan Bator é a capital da Mongólia e abriga uma bela homenagem ao Fab Four: uma parede com estátuas do grupo e atrás desta parede, um jovem tocando violão representando toda a juventude da Mongólia, dos anos 60-70, que imitava os Beatles e experimentava o gosto da liberdade, mesmo em uma sociedade tão fechada.


EUROPA

ALEMANHA

Beatles Platz (Créditos: Jivee Blau)



Hamburgo - Beatles Platz
Hamburgo foi uma cidade muito importante no início da banda. Lá eles passaram uma temporada, ainda desconhecidos do grande público, e ao retornarem a Liverpool já tinham mais estilo, bagagem e experiência musical. Nada mais justo que Hamburgo homenageasse o grupo com uma praça bem localizada na cidade, rodeada por estátuas de cada integrante.

Hamburgo - Beatles Tour
Uma hora de tour na cidade de Hamburgo para visitar os lugares onde os Beatles passaram na época.

Halle (Saale) - Beatles Museum
Mais uma grande coleção que virou museu. Há também uma loja de souvenirs da banda.


BULGÁRIA

Sofia - John Lennon Memorial
O John Lennon Memorial foi inaugurado no 30º aniversário da morte do artista. Através dessas homenagens, percebe-se que povos de países que já foram governados por regimes totalitários têm um sentimento especial por John Lennon e o que ele representava: a liberdade e a paz.


CAZAQUISTÃO

Almaty - Estátuas de Bronze
O conjunto de estátuas de bronze, em torno de um banco de praça, foi inaugurado na montanha Kok Tobe em 2007.


ESPANHA

La Coruña - Estátua John Lennon
Erguida em 2008, esta estátua situa-se em Méndez Núñez Gardens. Todo dia 8 de dezembro, fãs cobrem o monumento com flores, relembrando a morte de John Lennon.


ESCÓCIA

Créditos: Trip Advisor



Durness - John Lennon Memorial Garden
"In My Life" foi uma música que John Lennon escreveu inspirado na cidade de Durness, na Escócia, onde passava suas férias na infância. Neste jardim, é possível encontrar diversos trechos da canção.


HOLANDA

Bed-In for Peace (Créditos: Nationaal Archief)



Amsterdam - Hotel Hilton - Quarto 702 (Bed-In)
O Bed-In foi o mais famoso protesto de Yoko e John. Após se casarem, foram passar a lua de mel em Amsterdam, no Hotel Hilton. Ao invés de pedir privacidade, o casal abriu as portas para a imprensa e passaram uma semana sentados na cama, clamando por paz mundial e pelo fim das guerras. Após isso, repetiram o protesto pacífico em Montreal, no Canadá.

Alkmaar - Beatles Museum
O museu é um projeto privado e abriga o trabalho combinado de dois inveterados fãs holandeses.
Curiosidade: o primeiro violão de John Lennon foi produzido na cidade de Alkmaar.


ISLÂNDIA

Créditos: Imagine Peace Tower



Reykjavík - Imagine Peace Tower
A Torre Imagine a Paz, é um memorial oferecido por Yoko Ono a John Lennon. A torre consiste em 15 canhões de luz equipados com espelhos prismáticos que permitem que a coluna de luz alcance 4 quilômetros de altura. A torre é ligada todos os anos, de 9 de outubro (data de nascimento de John) até 8 de dezembro (dia da morte do artista). Ela também é acesa ao final de dezembro e no reveillon.


REPÚBLICA TCHECA

O muro atualmente (Créditos: Pmk58)



Praga - Muro John Lennon
A homenagem no muro surgiu logo após o assassinato de John Lennon, em um país que ainda se chamava Tchecoslováquia. Na época, as autoridades comunistas desencorajavam os cidadãos a se expressarem artisticamente no muro - sem sucesso.
Curiosidade: em novembro de 2014, o muro foi apagado por um grupo de estudantes de arte. Claro que isso não foi bem recebido pela população e turistas, que logo recomeçaram a pintar as homenagens.

Praga - John Lennon Pub
Perto do Muro, você pode encontrar um pub que também homenageia o ex-Beatle.


RÚSSIA

Yekaterinburg (Ecaterimburgo) - The Beatles Monument
A parede, hoje coberta por grafites, abriga a silhueta do quarteto moldada em metal.


UCRÂNIA

Donetsk - The Beatles Monument
Ao lado do Liverpool Bar e Liverpool Hotel, em Donetsk você encontra esculturas em bronze dos Beatles.


INGLATERRA

Magical Mistery Tour em Liverpool



Aqui adiantamos os tours guiados mais interessantes para se fazer nas cidades de Londres e Liverpool: 


LONDRES



• Abbey Road - Famosa rua que os Beatles atravessam na capa do LP homônimo à rua. IMPORTANTE! Desça na estação St. John’s Wood. A estação Abbey Road é em outro lugar (bem longe por sinal) 

• Abbey Road Studio -Além de ficar em frente à famosa faixa de pedestres, o estúdio foi utilizado para a gravação de All You Need Is Love, que foi a primeira transmissão mundial ao vivo via satélite, em 1967.

 Royal Albert Hall - Em 1963 recebeu pela primeira vez os Beatles para um show transmitido ao vivo pela emissora BBC. Foi nesta apresentação que Paul conheceu sua ex-noiva, Jane Asher.

• London Palladium - Na Argyl Street, é considerado o local de nascimento da Beatlemania. Em 1963, os Beatles fizeram um show transmitido ao vivo pela TV para um público de 15 milhões de pessoas.

• Trident Studios -  Na 17 St Anne’s Court. Lá foi gravado Hey Jude e outras músicas do White Álbum.

• Apple Boutique - Os Beatles tiveram uma loja de roupas na 94 Baker Street. Mas o empreendimento foi um fiasco e o que você verá por lá é um prédio comercial com menção da antiga loja numa placa.

• London Beatles Store - A loja exclusiva dos Beatles em Londres. Fica em 231 Baker Street.

• Edifício Apple Records - Localizado em 3 Saville Row, o topo do edifício abrigou o último show da banda.

• Estação Marylebone -  As cenas de abertura do filme A Hard Day´s Night foram gravadas nesta estação de trem.

• Apartamento dos Beatles - Na 57 Green Street, o apartamento "L" no 4º andar, abrigou os quatro por um breve período em 1963.

• Apartamento de John e Yoko - Em 34 Montagu Square, o apartamento alugado por Ringo foi a primeira moradia de John e Yoko em Londres. É o lugar onde foram fotografados nus para o álbum Two Virgins.

• Casa de Paul McCartney - Em 7 Cavendish Avenue, a residência foi comprada por Macca em 1966 e ainda pertence a ele.

• Marylebone Register Office - Cartório de dois casamentos de McCartney: o 1º, com Lisa (1969) e o 2º, com Nancy (2011). O prédio está fechado para reformas com previsão de reabertura para 2017.

• British Library - A Biblioteca britânica abriga manuscritos de canções e cartas do quarteto.

• Hard Rock Cafe - Confira raros objetos dos Beatles: de canções escritas a mão por John Lennon ao cravo (instrumento de corda) que eles tocaram em vários álbuns.


LIVERPOOL

Cavern Club e The Beatles Story



• Paróquia Anglicana St. Peter - Aqui Paul e John se conheceram na adolescência, em 1957.

• Túmulo de Eleanor Rigby - Este túmulo está na Paróquia St. Peter e, apesar de não confirmado, presume-se que daí saiu a personagem da música Eleanor Rigby.

• Casa da primeira infância de John Lennon - Os primeiros cinco anos de John foram vividos na modesta casa de número 9, em Newcastle Road. Está a dois blocos da Penny Lane.

• Mendips - Trata-se de uma casa em Menlove Avenue, onde John Lennon foi criado por sua tia Mimi. Agora é uma propriedade nacional aberta ao público. She Loves You foi escrita lá.

• Casa de Paul McCartney - A casa que o ex-Beatle morou na infância e adolescência, virou propriedade nacional e é aberta a visitações. Está na 20 Forthlin Road.

• Strawberry Field - Famoso pela música homônima, o lugar realmente existiu e hoje está abandonado. Resta seu portão vermelho imponente, provavelmente por onde John entrava para brincar com as crianças do orfanato.

• Penny Lane - A rua é parte de uma movimentada área comercial no cruzamento da Allerton Road e Smithdown Road. Vale tirar uma foto com a placa da rua.

• Cavern Club - O pub que a banda Beatles se apresentou oficialmente pela primeira vez. Saiba mais no nosso roteiro de Liverpool.

• Casbah Coffee Club - Casbah foi o lugar onde a banda se formou. Eles tocaram lá primeiro que no Cavern Club.

• The Beatles Story - O Beatles Story é o museu oficial da história dos Beatles. Confira a descrição no nosso roteiro.

• Hotel Hard's Day Night -  É conhecido como o único hotel temático dos Beatles.

John Lennon Peace Monument - Em outubro de 2010, Julian e Cynthia Lennon (respectivamente filho e ex-esposa de John Lennon) inauguraram o Monumento em homenagem ao 70º aniversário do artista. A escultura está no Parque Chavasse.

Saiba mais sobre Liverpool:
Roteiro: Liverpool em 2 dias (Inglaterra)
Informações úteis e dicas sobre Liverpool (Inglaterra)
Dica de hospedagem em Liverpool: Hoax Hostel

Esses foram os principais pontos turísticos sobre os Beatles que encontramos. Se você conhece mais algum escondido pelo mundo, avise-nos!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dicas úteis: o que levar para se hospedar em hostel.


Nunca ficou em um hostel antes? Não sabe o que levar e nem como funciona? Bom, pra começar, saiba que existem hostel de todos os tipos. Hostels mais festeiros, mais famílias, mais informais, mais sérios, alguns tem até crianças e idosos. Tem uns que parecem hotéis e tem uns que parecem repúblicas. Tem de tudo! Depende do seu perfil, você é que escolhe qual é o seu tipo.

Geralmente os hostels oferecem quartos privativos (não vale a pena, são bem mais caros) ou dormitórios compartilhados (de 4, 6, 8 pessoas ou até mais), com banheiro dentro do ou fora do quarto, alguns tem bar, lavanderia, sala de TV, cozinha, wi-fi, café da manhã. E até tem alguns com piscina, sauna e salão de jogos. E é claro, quanto menos privativo, mas barato é a diária. Em geral. o que você pode esperar dos hostels é uma hospedagem sem frescuras, sem luxos. de baixo custo (tem exceções), onde você vai fazer amigos facilmente e conhecer gente de todos os lugares do mundo! Mas se você não curte essa coisa de dormir num quarto com estranhos, compartilhando banheiro, sem luxos, sem serviço de quarto ou camareira, então hostel definitivamente não é pra você.

Para os que topam essa vida de hostel e ainda são novatos no assunto, aí vai uma lista de coisas úteis para levar daqui e não ter surpresas quando chegar lá:

1. Cadeado
Leve um cadeado, se possível dois. Às vezes as malas não cabem nos lockers e acabam ficando ali do lado da cama mesmo. Então vai um para o locker (para coisas de valor, passaporte etc) e outro pra sua mala/mochila (opcional). É muito raro ser furtado em hostel, mas acontece. Então mantenha tudo trancado para evitar problemas. Pra facilitar, melhor ainda se for aquele cadeado TSA, que abre com uma sequência de números. Eu já acabei perdendo a chave do meu cadeado uma vez e tive que pedir para estourar pra abrir o locker.

2. Lanterna
Se você está dividindo o quarto com outras pessoas, seja educado. Evite acender a luz se você chegar muito tarde ou acordar muito cedo e o pessoal estiver dormindo. Use uma lanterninha para achar suas coisas no quarto escuro, pode ser até a lanterna do seu celular. 

 3. Necessaire
Leve suas coisas de higiene pessoal (banho) em uma necessaire, melhor ainda se for aquela com gancho para pendurar no banheiro, já que nem sempre tem onde colocar. Nos hostels você não deixa suas coisas no banheiro, afinal ele geralmente é compartilhado. Então isso facilita muito nesse leva e trás diário. Vale levar escova e pasta de dente em outra necessaire pequena separada também.

4. Toalha
Nem todo hostel fornece toalhas gratuitamente, geralmente eles alugam, mas nem sempre são boas. Então leve a sua se você tiver espaço na mala. Para os que não tem muito espaço, vale levar uma toalha de microfibra que seca mais rápido e ocupa metade do espaço de uma toalha comum. Em último caso, alugue.

5. Protetor auricular e tapa-olhos
Esse é para os que se incomodam com barulho e luz ligada. Nunca se sabe quando você vai encontrar um colega de quarto que ronca, ou um hostel barulhento (geralmente os que tem bar perto dos quartos), muito menos quando alguém vai acordar mais cedo que você ou chegar de madrugada e precisar ligar a luz do quarto. Você encontra protetores em farmácias e nos kits de avião, tapa-olhos também podem vir em kits de avião ou você facilmente encontra em lojas de departamento. Dica: Se quer evitar o barulho, evite ficar em party hostels.

6. Adaptador universal e Benjamin
As tomadas são diferentes em cada país, então se vai para fora do Brasil, vale levar um adaptador universal. Todos os dias você vai ter que carregar seu celular, bateria da câmera ou notebook. Alguns hostels alugam adaptadores, mas é mais fácil comprar um e já garantir o seu para todas as outras viagens. Vale levar um adaptador Benjamin também, caso queira carregar tudo ao mesmo tempo.

7. Chinelo
Hostels tem banheiros compartilhados, ou dentro ou fora do seu quarto. Então leve um chinelo para tomar banho, ir no banheiro e andar por lá. Não é muito legal ficar pisando descalço em pocinhas de água suja, né? Levar chinelos é uma coisa básica, mas muita gente esquece ou acha desnecessário.

8. Mala/mochila leve
Para se hospedar em hostel é melhor ir com pouca bagagem. De preferência, somente uma mala/mochila média e bem leve. Os quartos geralmente são pequenos, e você vai passar apuros com uma mala enorme no quarto, pior ainda se forem duas malas. Além de nem todo hostel ter elevador, talvez você tenha que subir 4 andares de escada sem ajuda! É como dizem: "pack lighter, go further". 

E você tem alguma "dica de sobrevivência" em hostel que a gente tenha esquecido ou que só você saiba? Compartilha com a gente! 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Dicas (e incentivo) para você começar a viajar sozinho!

Há alguns dias recebemos um pedido no Oysters' World: escrever sobre como viajar sozinha primeira vez. Para ser sincera, não somos peritas no assunto. Eu (Cecilia), por exemplo, viajei poucas vezes sozinha e ainda assim, tinha gente me esperando do outro lado (mesmo que por alguns dias eu estivesse completamente sozinha para passear em terras estrangeiras).

Minha primeira viagem realmente solo será agora no final de fevereiro e vou postar sobre ela aqui depois. Mas viajando em conjunto, eu e a Tati encontramos e conversamos sempre com pessoas que estão sozinhas na viagem. Daí, levantamos algumas dicas super válidas.

Então, começando do começo:

Você se sente à vontade sozinho? 
Vivemos uma ditadura da anti-solidão. Cantam "é impossível ser feliz sozinho" ali, dizem "a felicidade só é real se compartilhada" aqui, mas pouco ouvimos falar sobre como é bom ficar sozinho sem parecer um depressivo ou sociopata. Calma lá! Todos reconhecemos a delícia que é estar acompanhado. Mas garanto que há outras tantas em estar sozinho.
Faça um exercício para se livrar dessas amarras sociais do coitadismo: vá ao cinema sozinho e aproveite para jantar com você mesmo. É muito gostoso e você pode até começar a questionar se vai chamar ou não seus amigos para a próxima sessão.

Vencendo esta fase, pule para próxima questão:

Por que viajar sozinho?
A resposta mais direta seria: por que não? Mas não vamos ser simplistas. Já que você nunca botou os pés no aeroporto sozinho, as coisas não são tão fáceis assim.
  • 1ª hipótese: nenhum dos seus amigos está disponível para viajar com você agora.
    O seu tempo ideal é agora, então não desista de viajar! Este é o melhor sinal para que você vá se aventurar sozinho. Quando seus amigos puderem finalmente ir, talvez você é que não consiga.
  • 2ª hipótese: seu amigo cancelou por algum motivo a viagem com você.
    Isso realmente é chato, mas acontece. Se não houver real necessidade de você cancelar também, não cancele! Já vimos muitas pessoas que passaram por isso. Sabe o que elas fizeram? Foram mesmo assim e acharam a experiência incrível.
  • 3ª hipótese: você tem amigos lindos, mas sabe que eles não seriam boas companhias.
    Não se sinta culpado, isso é comum. Você pode ter um melhor amigo de infância, mas sabe que seus interesses e os dele podem divergir numa viagem. Realmente é melhor ir sozinho e evitar desgastes desnecessários na amizade.
  • 4ª hipótese: você quer fugir do mundo, da sua roda social, conhecer gente nova e conhecer lugares interessantes e diferentíssimos.
    Aqui não tenho nem o que aconselhar, você já sabe o que fazer: SE JOGA!
Devem ter outras tantas hipóteses possíveis, mas a resposta será sempre a mesma: faça sua mala e vá!

Aí vem a dúvida:

Qual é seu perfil viajante?
Você pode ser aquela pessoa louca para visitar um resort all included em Cancún. Pode sonhar em fazer um mochilão pela Europa. Pode querer viajar para Nova York ou Miami, se divertir e fazer compras maravilhosas. Enfim, o que você quer pra você? Prefere um destino ou vários? Planeja viajar por conta própria ou com agência de viagem?

Caso queira fazer sua primeira viagem sozinho e por conta própria, aqui vão dicas essenciais:

Pesquise e planeje
Não importa qual é o seu destino, alguém já foi lá antes e já falou disso em algum lugar. Vale visitar blogs, sites sobre viagem, sites do governo local, revistas de turismo, programas de TV sobre turismo e consultar seu amigo ou conhecido que já foi para o mesmo lugar. Há roteiros prontos fáceis de serem encontrados na rede.
Não esqueça de pesquisar informações básicas como: necessidade de visto, vacinas obrigatórias, moeda local, transporte do aeroporto-cidade-aeroporto, transporte entre cidades, melhores bairros para se hospedar, horário de serviços essenciais como ônibus, mercados, farmácias etc.

Deixe o itinerário com amigos ou familiares
Itinerário, horário de voos, onde você vai se hospedar... tudo o que você já tiver confirmado, avise. Se houver mudança, avise também.
DICA! Muitos viajantes compram chip de celular local para ter sempre 3G à mão e não depender de wi-fi. Pode ser uma boa ideia para ficar sempre em contato com seus parentes e amigos, além de ter sempre acesso ao Google Maps. De quebra, você pode postar fotos em tempo real no Instagram e Facebook sobre sua viagem incrível!

Leve medicamentos e faça seguro-viagem
Em alguns lugares é obrigatório você levar um seguro-viagem (indicamos o World Nomads ou a Mondial), além de ser muito prudente, claro. Além disso, leve os medicamentos que você acha necessário. Não precisa ser muito hipocondríaco, mas também não deve se contar com a sorte. Vai que seu remédio não exista lá ou seja difícil de adquirir na viagem.
Eu, por exemplo, sempre tenho dias gripada se viajo por um mês. Então sempre carrego antigripal, pastilhas para garganta e algum remédio para dores no corpo.
DICA! Tome vitaminas como Centrum um mês antes da viagem, prepare seu corpo para a mudança de rotina que está por vir.

Peça ajuda
Pesquisou, chegou ao seu destino e tá perdidinho? Peça ajuda! Mesmo que seu inglês ou língua local não seja o melhor, você vai saber como se virar e estando sozinho, vai descobrir como é cara de pau. :P
Procure por postos de informações, pergunte para o recepcionista do hotel etc. Essas pessoas são bem pacientes e vão te ajudar. Ah, experimente abrir o mapa da cidade no meio da rua. Em muitos lugares sempre aparece um local te perguntando se você quer ajuda. Abuse da boa vontade alheia (no bom sentido, é claro).

Alone but not lonely*
*Sozinho, porém não solitário
Sendo expansivo ou não, uma coisa é fato: você vai se sentir mais aberto a conhecer gente nova na viagem e uma parte dessas pessoas estará viajando sozinha também.
Algumas dicas para socializar são:
  • Hostels - Grande pedida para encontrar gente nova. Procure aqueles que tenham boa área de convívio social (bar, área de refeição, café da manhã, sala de tv, sala de jogos, piscina etc.) e atividades dentro e fora dele (festinhas, welcome drink, walking tour etc.). Consulte antes no TripAdvisorHostel World ou Booking.com a avaliação de hóspedes dos hostels.
  • Pub Crawl - Nesse evento que acontece todos os dias, você será levado a 3 ou mais bares (pubs) e terminará a noite em um night club. Por um preço módico, profissionais do pub crawl reúnem a galera (em massiva maioria, turistas) e saem pela noite. Cada pub, um shot de graça. E a entrada da balada costuma estar inclusa no pacote. Geralmente você pode fechar um passeio desses no próprio hostel, mas também vale pesquisar no Google quais os pub crawls que existem na cidade.
  • CouchSurfing - além de ser também uma boa alternativa para se hospedar de graça, há grupos que se reúnem nas cidades em dias e horários específicos. Entre no site couchsurfing.com, procure a comunidade da cidade que você vai passar e encontre pessoas locais e viajantes que estão a fim de interagir, beber e sair na noite.

"E se eu...
"... ficar realmente doente?" - Com ou sem companhia, é importante cuidar da sua saúde. Se você realmente cair de cama, faça uso dos remédios que você levou, além de ficar quietinho, sem arriscar passear. Caso necessário vá ao médico, seu seguro-saúde provavelmente cobre emergências.
E lembre-se: peça ajuda quando precisar, todos ficamos mais solícitos e menos egoístas quando estamos viajando.
"... me sentir sozinho?" - Leia de novo o ítem "Alone But Not Lonely". Se não for o suficiente, abra o whatsapp para matar saudade da galera. Uma outra alternativa: Tinder! É um aplicativo de pegação, mas também é usado para conhecer locais e quem sabe, passear com eles e descobrir lugares não tão turísticos.
"... for assediada?" - Quando você for pesquisar sobre seu destino, atente-se ao que dizem sobre a segurança, principalmente sendo mulher. Temos este receio porque vivemos no Brasil e sabemos que andar em muitos lugares à noite, por exemplo, pode ser horripilante. Mas em muitos outros lugares (como por exemplo, Austrália e muitas cidades da Europa), é tranquilo esse aspecto, seja de dia ou de noite. Então, informe-se!
"... me perder?" - Confesso que eu sou muito perdidona, na minha cidade e na dos outros. Portanto, esteja munido de um mapa minucioso da cidade e mapa de transporte coletivo (você pode encontrá-los na internet, nos hostels ou nos postos de infomações turísticas da cidade). Se você comprar o chip 3G então, acabou o drama! E lembre-se: às vezes, nada melhor que se perder em viagem, assim você consegue explorar a cidade além do roteirinho.

E por fim:

APROVEITE!
Viajar sozinho faz você ficar mais observador e aberto às sensações. Veja, absorva, aprenda, sinta e divirta-se! :)
"Finalmente conquistei o dinheiro e as tão esperadas férias para realizar meu grande sonho: conhecer a Europa. Porém, nenhum dos meus amigos tinha tempo ou dinheiro para me acompanhar. Assim, segui todas as publicações sobre viajar sozinha, fazer malas, hostels e por aí vai. Comprei a passagem, fechei a mala com custo e fui. Na primeira parada, eu cai com a mochilona no meio da rua. Me ajudaram a levantar e a partir daí, vi que, independente de onde esteja, sempre há boas e más pessoas. E as boas, graças aos céus, predominam. Ao mesmo tempo que seu Tylenol salva a vida de alguém no quarto coletivo em Praga, uma adolescente qualquer levantará sua mala nas escadarias eternas do metrô de Paris. O gato do Leste Europeu que se comunica contigo por meio de gestos será o seu único e grande amor por 5 dias e a pessoa que atravessa a rua ao seu lado dará a você a maior e melhor lição da sua vida. Isso significa que a coisa mais difícil de fazer quanto se viaja sozinha é estar sozinha. E quando você conseguir, finalmente este milagre, o de estar realmente sozinha, você vai se sentir melhor do que nunca: única, feliz e invencível. Do jeito que tem que ser."
 Karen Beker é amiga das Oysters. 
Tem 32 anos, é publicitária e viaja sempre que possível  (e impossível).

Se você tiver mais dicas de posts, mande-nos! Vamos adorar escrever sobre o que você quer ler.
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