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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Pegando carona segura e barata dentro da Europa

No post de hoje, confira como você pode se locomover pela Europa economizando bastante. Longa história curta, se estiver sem paciência, pule para o parágrafo 4 (sem contar com este).

Quando eu passei por Luxemburgo agora em março (Luxemburgo é um dos menores países do mundo, localizado logo abaixo da Bélgica), estava um frio de congelar ossos, afinal ainda era inverno. O hostel/albergue da juventude que eu fiquei é o único que existe na capital (falaremos sobre ele num post futuro), e à noite servia dois tipos de sopa a um preço módico. Sabe aquele conforto gostoso que sua barriguinha merece em dias frios? Era bem isso.

O albergue é chamado "da juventude", mas o fato é que esse tipo de rede acomoda velhinhos, crianças, adolescentes, adultos, todo mundo num clima bem familiar. Eis que na hora da sopinha, chega um senhor de meia idade puxando papo comigo. Conversa vai, conversa vem, ele explicou que era francês e estava de carro a caminho da Bélgica, que apenas visitaria algumas pessoas em Luxemburgo.

Eu já admirando um senhor tão independente, cruzando fronteiras sozinho e destemido, quando ele me disse que veio só, porém não solitário. Neste ponto eu já estava um pouco confusa.

Aí ele me explicou do que se tratava: ele deu carona para 4 pessoas através de um serviço chamado BlaBlaCar (parecido com o Uber, só que para viagens mais longas e sem opções profissionais). Consiste em um site e um aplicativo que você pode pegar caronas. Claro que é necessário dividir os custos da viagem previamente pelo site, para ninguém sair perdendo.

A primeira coisa que deve-se fazer é um perfil no BlaBlaCar. Lá você declara se tem ou não um carro para dar carona. Como somos turistas, provavelmente estaremos procurando carona e não oferecendo. Se você não manja de inglês, cadastre-se no site em português europeu (aproveite e descubra que carona em português de Portugal é boleia).

Depois de feito seu perfil, você pode pesquisar pela viagem, colocando seu ponto de partida e ponto final, além do dia de partida. Aparecerão muitas opções de carona, com valores e horários variados. Não esqueça de conferir o perfil do motorista e suas restrições para evitar grandes surpresas.



Selecionada a sua carona, você é direcionado ao pagamento. Após a confirmação do mesmo, você pode combinar com seu motorista sobre ponto de encontro e demais dúvidas. Pronto! É fácil, rápido, seguro e muito barato.

Só para se ter uma ideia, pesquisamos no site GoEuro preços em uma data aproximada, com mesmo destino e ponto inicial.




Neste caso, a única oferta um pouco mais barata que o BlablaCar é a viagem de ônibus. É bom sempre pesquisar o que vale mais a pena no momento da sua viagem.

Se quiser seguir o conselho do velhinho francês simpático, experimente o BlaBlaCar. ;)

PS: O serviço funciona fora da Europa, aparentemente. Mas as grandes ofertas de carona concentram-se lá.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Como se hospedar de graça pelo mundo

"Viajar" + "de graça" são dois termos que se aplicados na mesma frase podem levar qualquer um à loucura. Vamos reunir em posts algumas maneiras de viajar de graça: seja não pagando hospedagem, transportes ou passagem aérea.
No post de hoje, confira como você pode se hospedar de graça pelo mundo.


Crédito: Couchsurfing

Hospedar-se de graça na casa de desconhecidos pode parecer uma coisa estranha a princípio, mas é a melhor forma de você economizar uma grana na sua viagem e, provavelmente, ganhar um(s) amigo(s). Através de redes confiáveis, de amizade e solidariedade, você consegue isso com mais facilidade. Como se diz em inglês "If I was in your shoes..." ("se eu estivesse no seu lugar...") e é exatamente assim que se deve pensar quando participa de uma rede como essas: como eu gostaria de ser tratado em uma terra diferente da minha? Como gostaria de ser recebido?
As duas redes sociais que mais se destacam nesses dois quesitos (sem dinheiro e com muita confiança) são o Couchsurfing e o Nightswapping. 

  • Couchsurfing é uma grande comunidade de viajantes. Basicamente você pode solicitar para que alguém ceda um sofá (ou qualquer canto para dormir) na sua casa. Mas além disso, esta rede oferece uma ampla facilidade de relacionamento próximo, contando com comunidades para cada cidade (com organizadores que fazem reuniões frequentes para conversar e sair com os turistas). Além disso, se não puder hospedar ninguém em sua própria casa, você pode se oferecer para tomar um café com o viajante ou para conhecer algum ponto turístico, por exemplo. O Viaje na Viagem deu todas as dicas para usufruir a rede Couchsurfing sem medo. Confira!
  • Nightswapping tem praticamente o mesmo formato do Couchsurfing, a diferença básica é que para dormir uma noite na casa de um anfitrião, você tem que hospedar um viajante na sua casa antes. Por exemplo, se hospedar alguém por dois dias, você terá dois dias de crédito em qualquer canto do mundo. Outra diferença seria você ter direito não apenas a um sofá, mas a um quarto ou ao próprio apartamento da pessoa. Na primeira vez que você conseguir se hospedar, pagará uma taxa de 10 euros e só. Nunca mais terá que pagar pelo serviço. Caso não queira ou não possa hospedar turistas, o site ainda funciona como um Airbnb: você pode alugar um quarto ou uma casa.
    Confira mais informações aqui.
  • O Worldpackers também oferece hospedagem gratuita, mas neste caso funciona um pouco diferente. É uma rede de viajantes e de hostels, que estão cadastrados para ser anfitriões. Fazendo um perfil de turista no site, você pode selecionar os níveis de habilidades que possui e que estão diretamente relacionadas com o dia a dia de um hostel, como: administração, marketing, atendimento aos hóspedes, limpeza, cozinha etc. Resumidamente, você ajuda voluntariamente o hostel e ganha a sua hospedagem. Essa prática é comum e sempre existiu em hostels, mas agora você pode contar com esta rede e oferecer seus conhecimentos ou habilidades para um hostel em Portugal, por exemplo, e fechar sua hospedagem gratuita antes mesmo de embarcar. Ah, e sim! É super possível trabalhar no hostel e conhecer a cidade.
  • A WWOOF (World Wide Opportunities on Organic Farms - Oportunidades Mundiais em Fazendas Orgânicas) também cede hospedagem em troca do seu trabalho voluntário. Fazendas em todo o mundo participam desta rede. Pagando uma taxa simbólica, um voluntário desta rede pode trabalhar entre 4 e 6 horas por dia, em troca de refeições, acomodação e claro, muitas experiências únicas. Segundo o site, você pode ser solicitado para ajudar numa variedade de tarefas como plantar sementes, fazer compostagem, jardinagem, plantação, cortar madeira, capinagem, colheita, tirar leite, alimentar animais, fazer cercas, construção, fazer vinho, queijo e pão. A quantidade de dias da sua estadia é negociada diretamente entre você e seu anfitrião. A maioria dos voluntários ficam entre uma e duas semanas, apesar que alguns podem ficar entre dois e três dias ou até por seis meses.

Essas são nossas dicas de hospedagens gratuitas. Tem mais alguma para nos dar? Escreva pra gente!
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