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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Dicas: como fazer um roteiro de viagem



Pode parecer simples, mas decidir o roteiro é a parte mais trabalhosa de uma viagem. Escolher para onde você vai, por quantos dias, onde se hospedar, e no final fazer com que tudo isso faça sentido não é fácil. Mas é super possível fazer isso sozinho sem precisar contratar os serviços de alguma agência. O objetivo de um roteiro não é engessar a sua viagem, mas sim orientar e otimizar o seu tempo. As dicas que contamos aqui são baseadas nas nossas experiências pessoais em viagens ao longo dos anos.
Saiba que não existe nenhuma regra na hora de organizar uma viagem, vale adequar estas dicas (e outras que achar conveniente) ao seu perfil e criar o seu jeito próprio de fazer roteiro. São muitas opções, muitas decisões, muita informação e pequenos detalhes, mas com este passo-a-passo vai ficar bem mais fácil de entender o processo! Então, vamos lá:

SAIBA QUANTOS DIAS VOCÊ TEM E QUANTO PODE GASTAR ($)
Com essas duas variantes definidas, você já consegue filtrar grande parte das opções, o que facilita sua vida. Se tiver poucos dias ou pouco dinheiro, vale dar um foco maior no Brasil ou América Latina. Se tiver mais do que 1 semana, já dá para pensar em outros continentes. Não que isso seja uma regra, mas baseado nisso você já direciona melhor suas escolhas. Nessa etapa também vale já pesquisar qual o custo de vida das cidades que você pretende conhecer, para saber se cabem no seu orçamento. Pesquise sobre isso no site Quanto custa viajar. O site não é 100% preciso (o preço das passagens não é muito real) mas já dá para ter uma boa noção.

DECIDA O SEU ITINERÁRIO
Antes de qualquer coisa, seja prático e racional na hora de decidir os destinos. Encaixe o itinerário dentro das sua possibilidades, não tente conhecer todos os países do mundo de uma vez só, senão no final das contas você acaba não conhecendo nenhum deles de verdade. Para começar…

Escolha a cidade principal da sua viagem
Onde é que você faz questão de ir e quer passar mais tempo? Londres? Sydney? Berlim? Sabendo qual será a sua base principal, fica mais fácil escolher os outros lugares que você pode incluir no roteiro. 

Escolha as cidades secundárias 
Que outras cidades você quer conhecer? Escolheu Londres como principal? Então tente fazer um roteiro que fique nos arredores (Reino Unido, França, Irlanda etc.). É claro que nada impede de você querer conhecer Londres e Atenas em uma mesma viagem. Mas se seu intuito é gastar menos e perder menos tempo com deslocamentos, seja sensato: para otimizar o tempo, escolha lugares próximos uns dos outros. Quando se está viajando, ficar 8 horas sem fazer nada dentro de um trem, por exemplo, é um prejuízo enorme!

Certifique-se de que existem meios de se deslocar entre essas cidades
Enquanto estiver escolhendo as possíveis cidades, certifique-se de que existem meios de se deslocar entre elas (de carro, avião, ônibus ou trem). Nessas horas o GoEuro (site de busca de passagens de trem, avião e ônibus) é super útil, principalmente para a Europa. Nele você simula rotas, descobre preços, vê quanto tempo leva cada trecho e confere se a rota que escolheu é viável. A dica é, por mais repetitiva que seja: evite fazer um roteiro onde os deslocamentos de uma cidade para outra sejam muito longos.

DECIDA QUANTOS DIAS FICAR EM CADA CIDADE
Use seus conhecimentos matemáticos. Por exemplo: se tem 20 dias, e quer ficar 8 em Londres, então sobram 12 para dividir entre outras cidades próximas (ou próximas das cidades próximas). Então agora veja o que tem nas proximidades e encaixe dentro desses dias restantes. Pode ser Paris, Liverpool, Edimburgo… 

E como saber quantos dias ficar em cada uma?
Isso depende de muitos fatores: o tamanho da cidade, o que tem para se fazer, quantos bate e volta estão programados etc. Cada um tem um perfil diferente, então pesquise em guias, sites, blogs e peça a opinião dos seus amigos, e aí veja quantos dias são suficientes pra você. Não tem certo e errado nesse caso, mas o ideal é ficar no mínimo 5 dias em cidades grandes (Roma, Paris, Londres, Sydney etc). Já as cidades menores, varia muito. Algumas delas, 2 ou 3 dias é o bastante, outras podem até ser visitadas de bate e volta de alguma outra cidade maior (por exemplo: Bruges, saindo de Bruxelas/Bélgica). Falando nisso, essa é uma dica do Ricardo Freire que seguimos religiosamente: montar bases! Permanecer em uma cidade central e fazer bate e volta para cidades menores nos arredores (desde que você leve no máximo 1h30 pra chegar, mais do que isso não compensa). Assim você não precisa ficar levando sua mala pra lá e pra cá e se poupa do trabalho repetitivo de check-in, check-out, transporte etc. Não se esqueça de contar os bate e volta como um dia adicional na cidade-base. 

FINALIZE O ROTEIRO
Agora junte todas essas informações e faça uma versão final do roteiro. Uma coisa que ajuda muito, é fazer um mapinha no My Maps do Google para visualizar as ideias que você tem na cabeça. Na verdade, dá para fazer isso já no começo e alterar conforme for mudando de ideia. Até chegar nesse ponto, você provavelmente teve que abrir mão de algum destino ou adicionou um que nem pensava em conhecer. O roteiro final nem sempre é igual a sua ideia inicial, é normal isso acontecer. O importante é chegar em um itinerário final que faça sentido, não é? 

Mas para quem ainda ficou um pouco confuso…

FALANDO SOBRE ROTEIROS NA PRÁTICA
Em 2012 fizemos um mochilão com foco em Berlim e Munique (na época da Oktoberfest), eram passagens obrigatórias! Então passamos 7 dias em Berlim e 4 em Munique, e o resto do roteiro foi decidido pela proximidade e pelo deslocamento fácil. Fizemos nesta ordem: Amsterdam > Berlim > Praga > Munique > Viena > Budapeste. Todos os deslocamentos foram feitos de trem em menos de 4 horas de viagem cada (exceto Amsterdam - Berlim que foram 6 horas). E também fizemos um bate e volta de Munique para as cidades de Füssen e Dachau.


Já em 2014, fizemos Reino Unido e Paris com foco em Londres. Passamos 8 dias em Londres, e o resto dos 14 dias restantes, dividimos entre as 4 outras cidades. Então fizemos um roteiro nessa ordem: Dublin > Edimburgo > Liverpool > Londres > Paris. Fizemos bate e volta de Edimburgo para o Lago Ness, de Londres para Stonehenge e Bath, e de Paris para Versailles. Para saber mais detalhes sobre como foi essa nossa viagem de 2014, confiram este post: Mochilão: Reino Unido e arredores



E você? Tem mais alguma dica pra compartilhar conosco? Fala com a gente pelos comentários!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Como Tirar o Passaporte














[INFORMAÇÕES ATUALIZADAS EM 05/2017]

Requerer, agendar, emitir e retirar seu passaporte sozinho, sem um guia como este, não é impossível. Mas você pode encontrar uma burocracia aqui, uma pegadinha ali, e aí até os mais experientes se confundem. É como fazer seu Imposto de Renda: todo ano tem declaração, mas todo ano surgem aquelas dúvidas de sempre.

O novo passaporte brasileiro agora tem validade de 10 anos e não mais de 5. Neste novo passaporte, a filiação constará nos dados, isso dispensará a apresentação de outros documentos na hora do embarque.

Agora confira o passo a passo para requerer e retirar o passaporte brasileiro:

1. Acesse o Portal da Polícia Federal
Passaportes são emitidos somente pela Polícia Federal. Não há necessidade de envolver serviços terceirizados, você pagará a mais por isso sendo que é totalmente capaz de fazer tudo sozinho.
Clique no link e siga as instruções iniciais.

2. Solicite a emissão do passaporte
Através deste link da Polícia Federal, preencha seus dados pessoais, documentos, dados complementares e acesse os locais de atendimento da sua região. Ao fim do preenchimento de todas as abas, seu boleto de pagamento (GRU - Guia de Recolhimento da União) será gerado.

3. Pague o GRU (boleto)
Pague o boleto e guarde o comprovante de pagamento. Atente-se para que o comprovante de pagamento não seja comprovante de agendamento do pagamento, caso decida programar o pagamento para uma data futura. Não esqueça de apresentar este comprovante junto com o restante dos documentos exigidos no momento da emissão do passaporte.

ATENÇÃO! Há uma confusão bastante comum em relação ao valor a ser pago, mas vamos elucidar aqui: não importa se você vai tirar o passaporte pela primeira vez ou não, ele terá valor fixo. Porém, se você já teve um passaporte, é imprescindível que o apresente no dia da emissão do novo documento. Caso esqueça de apresentá-lo, você pagará o dobro do valor real.
Em caso de extravio, perda ou furto, preencha a Comunicação de Ocorrência com Documento de Viagem e apresente com o restante dos documentos. Em caso de roubo (subtração mediante violência ou grave ameaça à pessoa devidamente registrada em boletim de ocorrência da polícia civil local), não será cobrada a maior taxa pelo novo passaporte, e sim o valor original.

4. Agende sua data de atendimento em um dos postos da Polícia Federal
Em alguns postos policiais deve-se fazer um agendamento prévio para a expedição do seu passaporte. Consulte no link o lugar mais acessível, junto com datas e horários disponíveis.

5. Verifique os documentos exigidos
Você tem todos os documentos em mãos? Já pagou o GRU? Então confira a lista de documentos ORIGINAIS que devem ser apresentados na hora de emitir seu passaporte. Apresente todos os documentos solicitados, a falta de qualquer um deles não é tolerada.

DICA! Se você não tem o comprovante de votação eleitoral 1º e 2º turno, consiga sua Certidão de Quitação Eleitoral aqui. Se também não tiver o número do seu título eleitoral em mãos, acesse o site do Tribunal Superior Eleitoral.

6. Compareça ao posto policial agendado, no horário marcado
Em posse de todos os documentos, agendamento impresso, protocolo de pedido de passaporte e comprovante de pagamento, compareça ao local agendado. Não é necessário levar fotografia.
Após todo o procedimento de cadastro, você saberá a partir de qual data poderá retirar seu passaporte.

7. Consulte o andamento do seu pedido de passaporte
Para não perder a viagem, confira se seu passaporte está pronto ou não para retirada. Você também será avisado por e-mail quando ele estiver disponível.

8. Retire seu passaporte
O passaporte é entregue pessoalmente ao titular, mediante apresentação de documento de identidade e da assinatura de recibo. Busque seu passaporte no horário e local indicados. Se você não retirar seu passaporte em até 90 dias, ele será automaticamente cancelado.


Perdeu o GRU ou passou a data do vencimento do boleto?
Sem problemas, o GRU pode ser reemitido por este link. Esteja com ele pago antes do dia de emissão do seu passaporte.

Perdeu o protocolo da solicitação do passaporte?
Não é possível gerar um novo protocolo de solicitação, nem mesmo para imprimir. Mas não se preocupe, tenha o agendamento eletrônico impresso em mãos que o número do seu protocolo estará lá.


Esteja pronto para viajar o mundo! Com estas dicas e passo a passo, vai ser simples tirar seu passaporte. Se você tiver qualquer outra dúvida em relação ao tema, coloque nos comentários. Ficaremos felizes em ajudar.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Seguro Viagem: fazer ou não fazer?



Vai viajar para fora do país? Então nem pense em ir sem seguro viagem! Ele geralmente cobre despesas médicas, odontológicas, medicamentos, hospitalizações, bagagens extraviadas, roubos e furtos, voos perdidos ou cancelados etc. Ninguém espera ter problemas durante alguma viagem, mas infelizmente acidentes e imprevistos acontecem com qualquer um. Por mais saudável e sortudo que você seja, não tem como prever que algo errado vá acontecer.

Se você estiver viajando para a Europa, o seguro viagem no valor mínimo de € 30.000 é OBRIGATÓRIO para os países que fazem parte do Tratado de Schengen (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça). O mesmo se repete para Cuba, a diferença é que se pode adquirir o seguro até mesmo no aeroporto. E finalmente, se seu interesse é estudar como intercambista na Austrália, também deverá contratar um seguro viagem equivalente à sua estadia.
No caso da Europa, você pode até ser impedido de entrar se não tiver o seguro. Eles raramente solicitam o comprovante na imigração, mas é melhor não arriscar.

De qualquer forma, recomendamos que você faça o seguro mesmo que não seja obrigatório no país em que você vai entrar. Ninguém espera se machucar ou ficar doente durante uma viagem, mas pode acontecer, e despesas médicas são extremamente caras em qualquer país (lembrando que nem todos dispõem de serviço de saúde totalmente gratuito e público). O preço do seguro varia dependendo do destino e da seguradora. Três semanas na Europa, por exemplo, fica em média R$250. Já as despesas médicas são com certeza fora do orçamento de qualquer viajante. Para se ter uma ideia, o custo médio diário de uma internação médica nos Estados Unidos é de U$ 1960, segundo o Kaiser Family Foundation.

Como diz o velho ditado: é melhor prevenir que remediar.

Como comprar o seguro
Existem várias seguradoras que oferecem o serviço de seguro viagem, e cada uma possui uma cobertura diferente. Pesquise, leia atentamente as cláusulas, saiba quais são os serviços incluídos, qual o valor da cobertura e o preço. E então, depois disso, escolha aquele que mais se adequa ao que você precisa para a sua viagem.

Nós indicamos os seguros da World Nomads e da Mondial. São dois dos melhores e mais utilizados por viajantes do mundo inteiro. E são os que nós utilizamos em nossas viagens. A World Nomads é recomendada pela Lonely Planet e pela National Geographic e é muito popular entre os mochileiros, mas a compra é feita toda em inglês e o pagamento é em dólares. Já pela Mondial, uma das mais conhecidas no Brasil, o processo de compra é feito todo em português e o pagamento é feito em reais. Os dois diferem nos preços, valores de cobertura e serviços, então escolhemos um ou outro dependendo das nossas necessidades.


Para fazer a compra, é só entrar no site da seguradora escolhida (World NomadsMondial, ou qualquer outra de sua preferência) e preencher o formulário com as informações solicitadas (países de destino, país de origem, data de embarque e retorno, idade etc.). Eles irão dar a cotação de duas ou mais opções de seguro para você escolher (um básico e um mais top), mas o básico é o suficiente para quem não vai praticar esportes radicais. Em seguida, preencha seus dados pessoais e pague. Depois da compra, a apólice é enviada por e-mail (um link ou um pdf). Imprima e guarde na sua carteira ou mantenha o arquivo salvo no seu celular. O importante é ter sempre com você durante toda a viagem.

Não há necessidade de fazer o seguro com muita antecedência, mas procure fechar isso no mínimo 1 dia antes de viajar.

E durante a viagem, como funciona?
Caso precise acionar o seguro por algum motivo durante a sua viagem, ligue para o telefone indicado e informe o número da sua apólice. Explique o problema e eles dirão como proceder, o que fazer ou onde ir. Siga as instruções passadas e pronto.

Seguro feito? Agora aproveite sua viagem!

Aviso: nós ganhamos uma pequena comissão se você comprar o seguro viagem clicando nos links e banners do blog. Mas você não paga nada a mais por isso.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dicas úteis: o que levar para se hospedar em hostel.


Nunca ficou em um hostel antes? Não sabe o que levar e nem como funciona? Bom, pra começar, saiba que existem hostel de todos os tipos. Hostels mais festeiros, mais famílias, mais informais, mais sérios, alguns tem até crianças e idosos. Tem uns que parecem hotéis e tem uns que parecem repúblicas. Tem de tudo! Depende do seu perfil, você é que escolhe qual é o seu tipo.

Geralmente os hostels oferecem quartos privativos (não vale a pena, são bem mais caros) ou dormitórios compartilhados (de 4, 6, 8 pessoas ou até mais), com banheiro dentro do ou fora do quarto, alguns tem bar, lavanderia, sala de TV, cozinha, wi-fi, café da manhã. E até tem alguns com piscina, sauna e salão de jogos. E é claro, quanto menos privativo, mas barato é a diária. Em geral. o que você pode esperar dos hostels é uma hospedagem sem frescuras, sem luxos. de baixo custo (tem exceções), onde você vai fazer amigos facilmente e conhecer gente de todos os lugares do mundo! Mas se você não curte essa coisa de dormir num quarto com estranhos, compartilhando banheiro, sem luxos, sem serviço de quarto ou camareira, então hostel definitivamente não é pra você.

Para os que topam essa vida de hostel e ainda são novatos no assunto, aí vai uma lista de coisas úteis para levar daqui e não ter surpresas quando chegar lá:

1. Cadeado
Leve um cadeado, se possível dois. Às vezes as malas não cabem nos lockers e acabam ficando ali do lado da cama mesmo. Então vai um para o locker (para coisas de valor, passaporte etc) e outro pra sua mala/mochila (opcional). É muito raro ser furtado em hostel, mas acontece. Então mantenha tudo trancado para evitar problemas. Pra facilitar, melhor ainda se for aquele cadeado TSA, que abre com uma sequência de números. Eu já acabei perdendo a chave do meu cadeado uma vez e tive que pedir para estourar pra abrir o locker.

2. Lanterna
Se você está dividindo o quarto com outras pessoas, seja educado. Evite acender a luz se você chegar muito tarde ou acordar muito cedo e o pessoal estiver dormindo. Use uma lanterninha para achar suas coisas no quarto escuro, pode ser até a lanterna do seu celular. 

 3. Necessaire
Leve suas coisas de higiene pessoal (banho) em uma necessaire, melhor ainda se for aquela com gancho para pendurar no banheiro, já que nem sempre tem onde colocar. Nos hostels você não deixa suas coisas no banheiro, afinal ele geralmente é compartilhado. Então isso facilita muito nesse leva e trás diário. Vale levar escova e pasta de dente em outra necessaire pequena separada também.

4. Toalha
Nem todo hostel fornece toalhas gratuitamente, geralmente eles alugam, mas nem sempre são boas. Então leve a sua se você tiver espaço na mala. Para os que não tem muito espaço, vale levar uma toalha de microfibra que seca mais rápido e ocupa metade do espaço de uma toalha comum. Em último caso, alugue.

5. Protetor auricular e tapa-olhos
Esse é para os que se incomodam com barulho e luz ligada. Nunca se sabe quando você vai encontrar um colega de quarto que ronca, ou um hostel barulhento (geralmente os que tem bar perto dos quartos), muito menos quando alguém vai acordar mais cedo que você ou chegar de madrugada e precisar ligar a luz do quarto. Você encontra protetores em farmácias e nos kits de avião, tapa-olhos também podem vir em kits de avião ou você facilmente encontra em lojas de departamento. Dica: Se quer evitar o barulho, evite ficar em party hostels.

6. Adaptador universal e Benjamin
As tomadas são diferentes em cada país, então se vai para fora do Brasil, vale levar um adaptador universal. Todos os dias você vai ter que carregar seu celular, bateria da câmera ou notebook. Alguns hostels alugam adaptadores, mas é mais fácil comprar um e já garantir o seu para todas as outras viagens. Vale levar um adaptador Benjamin também, caso queira carregar tudo ao mesmo tempo.

7. Chinelo
Hostels tem banheiros compartilhados, ou dentro ou fora do seu quarto. Então leve um chinelo para tomar banho, ir no banheiro e andar por lá. Não é muito legal ficar pisando descalço em pocinhas de água suja, né? Levar chinelos é uma coisa básica, mas muita gente esquece ou acha desnecessário.

8. Mala/mochila leve
Para se hospedar em hostel é melhor ir com pouca bagagem. De preferência, somente uma mala/mochila média e bem leve. Os quartos geralmente são pequenos, e você vai passar apuros com uma mala enorme no quarto, pior ainda se forem duas malas. Além de nem todo hostel ter elevador, talvez você tenha que subir 4 andares de escada sem ajuda! É como dizem: "pack lighter, go further". 

E você tem alguma "dica de sobrevivência" em hostel que a gente tenha esquecido ou que só você saiba? Compartilha com a gente! 

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Como conseguir guardar dinheiro para viajar em 3 passos

Créditos: MonikaKVeith on Etsy



O que mais ouvimos dos nossos amigos e conhecidos sobre nossas viagens é: "não tenho dinheiro para viajar", "não consigo guardar dinheiro", "vocês são ricas?", "como vocês conseguem viajar tanto?". A resposta pra isso tudo é muito simples: PLANEJAMENTO e força de vontade! É possível sim fazer aquela sua super viagem dos sonhos sem precisar ganhar sozinho na Mega-sena acumulada. É fácil, são 3 passos:

1. Mude o seu jeito de pensar e reavalie suas prioridades
Segundo uma pesquisa do psicólogo Thomas Gilovich, ter experiências deixam as pessoas mais felizes do que bens materiais. E isso, claro, inclui viajar! Mas nem precisava de uma pesquisa pra saber isso, não? Concordo plenamente! Não tem dinheiro, iPhone ou carro novo que pague as experiências que você vive, as memórias que você guarda e as pessoas que você conhece durante as viagens. Todo e qualquer sacrifício compensa no final das contas. Você não precisa ser rico para viajar, você só precisa reavaliar as suas prioridades na vida. Aprenda que você não precisa de luxos. Quanto mais você viaja, mais você percebe que não precisa ficar nos melhores hotéis e comer nos melhores restaurantes. Experimente comida de rua, ande sem rumo, use transporte público. Você não viaja pra ficar trancado no hotel, não é? Um lugar limpo, seguro e bem localizado para dormir já basta! Pensando assim a sua viagem ficará mais barata. E quanto menos dinheiro você precisa, menos tempo você leva pra juntar. 

2. Saiba o quanto você precisa, estabeleça uma meta e poupe!
Defina pra onde você vai, quantos dias e quando. E então pesquise preços de passagem, hospedagens (Hostel World ou Booking.com), gastos diários (compare o custo de vida de várias cidades do mundo no Numbeo) e verifique a cotação da moeda (caso seja um destino internacional). Faça uma estimativa aproximada de quanto custará a sua viagem. Saiba quanto você precisa pra saber o quanto você vai ter que poupar por mês. Quando você define uma meta (um número), fica mais fácil alcançar o seu objetivo. Então abra uma poupança (ou qualquer outro investimento seguro) e tenha a obrigação de transferir todo mês religiosamente a quantia da meta que você estabeleceu. Aproveite para já reservar sua restituição do imposto de renda e seu 13º salário para o "cofrinho" da viagem.

3. Reavalie os seus gastos mensais
Nada vem de mão beijada, se você quer economizar vai ter que mudar certas coisas no seu estilo de vida. Afinal, dinheiro não nasce em árvore. Reavalie os seus gastos, tanto os de custo fixo (TV a cabo, celular, contas) quanto os variáveis (restaurantes, bares, compras). Não é pra você se trancar em casa, recusar todos os convites dos seus amigos e não comprar nada. A questão é encontrar um equilíbrio, mudar a sua rotina mas não deixar de viver. É que como diz aquele ditado: de grão em grão a galinha enche o papo!

Mas… Como?
  • Gaste menos com supérfluos: restaurantes, baladas, bares, roupas. Você pode continuar fazendo tudo isso, mas com moderação. Se pergunte: Preciso mesmo tomar 10 pints de cerveja pra me divertir? Realmente preciso sair pra comer fora todo dia? Preciso de mais um sapato? Foco na viagem, gente!
  • Não compre o que não precisa. Nunca cogitei a possibilidade de ter um iPhone nessa vida, porque um celular que faça ligações e que tenha 3G já me basta! Antes de comprar qualquer coisa pense se precisa mesmo disso.
  • Aproveite para parar com os seus vícios, que tal parar de fumar? Considerando que um maço de cigarro custa em média R$ 6,50, e que você fuma 1 maço por dia, são R$ 195 por mês e R$ 2340 por ano. Convenhamos que é muito mais útil gastar R$ 2340 em passagem aérea.
  • Já pensou também em diminuir o plano da sua TV a cabo e do seu celular? Nos tempos de Popcorn Time e Netflix, um pacote básico de TV a cabo já basta! Desliga essa TV e vai viajar!
  • Faça uma limpa no armário, venda aquelas roupas que você não usa mais. Eu tenho usado o Enjoei, e posso dizer que o que eu ganhei até hoje com as minhas vendas paga 2 semanas de estadia na Europa. Sério!
  • Para as meninas: aprenda a fazer suas próprias unhas. Tem noção de que fazer pé e mão custa em média R$ 50? Geralmente, as meninas fazem as unhas uma vez semana. Nessa brincadeira, você gasta R$ 200 por mês! R$ 2400 por ano!

AGORA FAÇA AS MALAS E VÁ VIAJAR!
Acredite, você não precisa meeesmo ser rico pra fazer aquela sua super viagem dos sonhos, você só precisa saber quais são as suas prioridades, ter foco nos seus objetivos e planejar tudo com antecedência. Então o que você está esperando? Vai logo, haha! E saiba que essa frase é 100% verdadeira: "Viagem é a única coisa que você compra que te deixa mais rico". Nunca tenha dúvidas disso.

[DICA EXTRA] Recurso dos desesperados:
Esse é para os que tem pressa e querem viajar AGORA! Já pensou em fazer um empréstimo para viajar? Nesse caso, a diferença é a ordem das coisas. Ao invés de juntar o dinheiro para depois viajar, primeiro você viaja pra depois juntar o dinheiro. Em ambos os casos as dicas valem. Mas isso deve ser usado como último recurso, nunca caso você não consiga economizar o quanto precisa. Senão quando você voltar de viagem, terá uma dívida que não conseguirá pagar. Saiba muito bem se as parcelas estão dentro do seu orçamento. Mas se você faz empréstimo pra comprar carro, porque não pra viajar?

E você? Também ama viajar e tem alguma dica para compartilhar com a gente? Participe nos comentários! :)
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