terça-feira, 24 de maio de 2016

Casas-Museus de Personalidades Históricas ao Redor do Mundo

Não é raro viajar e encontrar casas de personalidades históricas, bem preservadas e abertas à visitação. Essas residências (ou parte delas) viram museus que contam a história da persona e o tempo que viveu naquele local.

Fizemos uma lista com 12 casas que você pode visitar. Com certeza vai incrementar seu passeio e deixar mais pesadinha sua bagagem cultural. Vamos ver? :)


1. Sherlock Holmes - Londres, Inglaterra


Este é um caso especial onde o personagem é tão marcante, que saiu dos livros e virou uma personalidade viva da cidade. Sherlock Holmes, apesar de estar só na ficção, tem endereço físico: a famosa (por ele) Baker Street 221b.
O detetive e seu fiel escudeiro, Dr. Watson, viveram neste lugar entre 1881 e 1904, segundo as histórias escritas por Conan Doyle. Na parte de dentro da casa há uma exposição com objetos e personagens dos livros e ainda dá pra tirar foto nas cadeiras do Sherlock e do Watson, com direito a chapeuzinho, lupa e cachimbo! O ingresso para entrar na casa/museu custa £10, e é vendido na lojinha do museu.
Aproveite o passeio pela Baker Street e visite o metrô com o mesmo nome. Lá você verá a famosa imagem do perfil de Sherlock Holmes pelas sinalizações. Além disso, visite também a estátua em homenagem ao personagem, logo na saída do metrô. O monumento fica na Marylebone Road, London NW1 5LA.
Endereço: 221b Baker St, London NW1 6XE.


2. Anne Frank - Amsterdam, Holanda

Foto: Dietmar Rabich

O sótão onde Anne Frank viveu seus últimos anos com sua família, emprestada por uma senhora solidária aos judeus, é aberto à visitação. São escadas estreitas e espaços pequenos para uma família (e outras pessoas) que viveu trancafiada. O sótão é preservado, com seus papéis de parede e fotos recortadas de artistas, coladas pela própria Anne. Ao fim da visita há uma grande exposição que fala sobre o nazismo e uma exibição de um famoso depoimento em vídeo do pai da menina, o único daquela família que foi sobrevivente do Holocausto. Prepare-se para fortes emoções e uma experiência definitivamente inesquecível.
Endereço:Prinsengracht 263-267, 1016 GV Amsterdam


3. Goethe Haus - Frankfurt, Alemanha

Foto (direita): Mylius






Assim como Anne Frank, Johann Wolfgang von Goethe era nascido em Frankfurt. Neste caso, a residência aberta à visitação fica na sua cidade natal. Goethe foi um filósofo e escritor alemão e sua memória está preservada nesta incrível casa de quatro andares, reconstruída fielmente à original, destruída na Segunda Guerra Mundial. Antes que a derrubassem, todos seus móveis e obras de arte foram escondidos em locais seguros e agora são reexibidos neste museu
Endereço: Grosser Hirschgraben 23 - 25, 60311 Frankfurt.
 

4. Karl Marx - Trier, Alemanha


Você pode visitar a casa de um dos maiores pensadores do século XIX e considerado o pai do socialismo, Karl Marx. Em Trier, a cidade mais antiga da Alemanha, esta casa que agora é um museu, guarda a biografia desde seu nascimento, passando por seus estudos e influências.
Endereço: Bruckenstrasse 10, Trier.
 

5. Kafka - Praga, República Checa


A casa em que Franz Kafka nasceu é agora um museu com fotografias do escritor de Metamorfose, de sua família e da Praga do começo do século passado.
Endereço: Franze Kafky Námestí, 5 (ao lado da Igreja de São Nicolau da Cidade Velha).


6. Shakespeare - Stratford-upon-Avon - Inglaterra

Foto: David Iliff



O mais famoso dramaturgo e poeta da história inglesa é homenageado na casa que nasceu. O filho mais nobre de Stratford-upon-Avon, na Inglaterra, viveu nesta residência onde estão preservados os cômodos como o quarto que Shakespeare nasceu, o jardim entre outros lugares marcantes.
Endereço: Henley Street.


7. Beethoven - Bonn, Alemanha

Dica imperdível para quem gosta de música e admira a música clássica em particular. Beethoven nasceu e cresceu em Bonn, na Alemanha. Ele nasceu em um dos cômodos dessa casa aberta a visitação. A casa guarda sua história desde o nascimento, assim como mostra os ambientes de convivência de sua família. Caminhe com o auxílio do audio guide e descubra a história de cada local e objeto da casa, como seus instrumentos musicais.
Endereço: Bonngasse, 20, 53111, Bonn.


8. Frida Kahlo - Cidade do México, México

Foto (direita): Nachtwächter




A famosa Casa Azul, é a casa onde Frida Kahlo nasceu, viveu e morreu. Foi construída pelo seu pai Guillermo três anos antes do seu nascimento. Atualmente abriga um museu que recebe 25 mil visitantes por mês.
Endereço: Londres, 247, Ciudad de México.


9. Elvis - Tupelo e Memphis, Estados Unidos

Fotos: Markuskun e Joseph Novak



A lenda diz que Elvis não morreu. Mas podemos garantir que o que não morreu foi sua memória ao redor do mundo e principalmente na cidade de Memphis, em Tennessee, onde está conservada sua última residência, conhecidade por Graceland.
Bem mais humilde mas não menos importante, está a casa onde nasceu e cresceu, na pequena Tupelo, Mississippi. Lá também é uma casa-museu, aberta à visitação.
Endereço Graceland: 3764 Elvis Presley Boulevard, Memphis.
Endereço Tupelo: 306 Elvis Presley Dr, Tupelo Mississippi.


10. Jimi Hendrix e Händel - Londres, Inglaterra

Foto: David Holt



"Separadas por uma parede e 200 anos estão as casas de dois músicos que escolheram Londres e mudaram a história da música".
Jimi Hendrix, o maior guitarrista da história morou neste flat nos anos 1960 anos. O flat está conservado e traz toda aquela aura Woodstock e peace and love que Jimi viveu e ajudou a influenciar o mundo. Coincidência (ou não), o compositor alemão Hängel também morou no mesmo prédio. Os dois flats estão abertos à visitação.
Endereços: 23 Brook Street (Hendrix) e 25 Brook Street (Hängel)


11. Mozart - Salzburg, Alemanha


A casa amarela onde nasceu Wolfgang Mozart, guarda em sua estrutura preservada, objetos da família do compositor. Um objeto em particular chama a atenção os visitantes: o famoso clavicórdio que foi usado inúmeras vezes em concertos pelo músico. 
Endereço: Getreidegasse 9, 5020, Salzburg.


12. Pablo Neruda - Santiago, Isla Negra e Valparaíso


Pablo Neruda, o poeta apaixonado de Cem Sonetos de Amor, também amava construir casas. Natural do Chile, foi em sua terra natal que levantou três residências muito particulares.
La Chascona, em Santiago (próxima ao bairro Bellavista), fora construída em homenagem ao seu último amor, Matilde; La Sebastiana, em Valparaiso, com uma linda vista para o Oceano Pacífico. A casa tem o formato peculiar de um barco; Isla Negra, que fica numa vila de pescadores homônima. Lá é onde descansa seus restos mortais.
Endereço La Chascona: Fernando Márquez de la Plata, 192, Santiago.
Endereço La Sebastiana: Ferrari 692, Valparaíso.
Endereço Isla Negra: Poeta Neruda s/n, Isla Negra,

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Fim de Semana no Parque Nacional de Itatiaia - RJ

O post de hoje é uma colaboração do nosso amigo James Vaccari, que viajou para Itatiaia - RJ. Esperamos que gostem deste relato!

Conheci o Parque Nacional de Itatiaia em 2006 durante um curso de montanhismo.
Foi o primeiro parque "Parque Nacional", decretado pelo ex-presidente Getúlio Vargas, em 14 de junho de 1937.
Fica mais ou menos entre Itatiaia e Resende, no Rio de Janeiro e Itamontes, em Minas Gerais. O parque é dividido em parte alta, preferida por quem vai escalar ou caminhar; e parte baixa, que tem um centro de visitantes mais aparelhado, cachoeiras, área para piquenique, etc. Desta vez, escolhemos a parte alta.

Saímos de São Paulo em uma sexta à noite, em meados de setembro do ano passado, e percorremos os 274 km de distância até o parque para passarmos o fim de semana caminhando pela parte alta. O parque tem horários de entrada e saída diferentes na parte alta e baixa, e que podem variar conforme a atividade proposta. Algumas trilhas tem horário máximo de entrada e horário máximo de retorno (veja mais informações no site do ICMBio). É um controle que pode vir a ser útil, por questões de segurança. Caso você tenha problemas e não volte no horário, os guardas do parque são acionados para busca.

A parte alta do parque disponibiliza um abrigo para pernoite, o Abrigo Rebouças, ou área de camping. Não tem banho quente e calefação (estes recursos estavam em manutenção quando fomos em setembro), mas é um hotel “milhões de estrelas”. Esteve um tempo sem sistema de reservas, porém agora (maio de 2016) já está recebendo reservas novamente.

Abrigo Rebouças

Chegamos de madrugada ao Hostel Picus (reservas via Booking.com), onde o Felipe, proprietário e guia da região, nos recebeu com toda hospitalidade e simpatia apesar do horário avançado. O Picus fica a 5 km da estrada para a portaria da parte alta do parque, e é uma opção econômica na região.

No sábado fomos para o parque, onde a ideia era fazer uma caminhada leve até a Pedra do Altar, voltar à portaria e pegar outra trilha até o Morro do Couto. Mas, como dormimos um pouco além do planejado, o guarda nos informou que se não voltássemos até às 14h do Altar, não seria possível seguir para o Couto.

Resolvemos tentar, mas sem pressa, porque a ideia era uma caminhada mais contemplativa, tirar fotos, deixar o ritmo da natureza nos guiar. E a natureza com seu próprio tempo, nos apresentou o sapo-flamenguinho, símbolo do parque, algumas vezes (o que nos fazia queimar alguns megas de fotos e algum tempo esperando pelos sapos fazerem as poses mais expressivas).

A natureza também nos apresentou diversos pássaros, fazendo jus à fama de importante local para observação de aves.

Ainda em estado de contemplação, avistamos o Pico das Agulhas Negras, a montanha mais alta do Rio de Janeiro, e a quinta mais alta do Brasil, com seus 2791 metros de altitude. Impossível não parar para apreciar a vista a cada metro.

Agulhas Negras


Já havia subido algumas vezes o Agulhas, mas nunca tinha feito a trilha da Pedra do Altar.
Nesta trilha, provavelmente, é a melhor vista que se pode ter do Agulhas Negras.
A caminhada pela trilha é fácil, a elevação não é abrupta, e apesar de atingir 2665 metros no topo, é bem tranquila.

Pedra do Altar


No topo comemos um lanche, papeamos, nos parabenizamos, descansamos, e entre uma foto e outra avistei um lobo-guará na trilha abaixo! Mesmo de longe, é o tipo de coisa que arrepia os pelos da nuca, e um prêmio, porque é um animal em extinção e é o mais típico do cerrado. É um sentimento difícil de descrever avistar um animal desses na natureza, sem uma grade em volta e curtindo a vida. Um misto de respeito e admiração, pelo menos pra mim.

O lobo


Voltei satisfeito, mas tivemos que mudar os planos. Já passava das 14h e não seria possível seguir até o Morro do Couto. Então descemos até a Cachoeira da Flores, passando pelo Abrigo Rebouças, em direção ao Maciço das Prateleiras (2539 metros).

Passamos os restante da tarde na cachoeira, descansando. E saímos do parque às 17h, que é o horário de fechamento e saída das trilhas.



No dia seguinte voltamos e fizemos a trilha do Morro do Couto. Duas horas de subida, um pouco mais íngreme, começando logo após a portaria do parque e passando pela antena que dá pra ver dali. Depois de chegar à antena, o caminho fica um pouco mais confuso, passando por alguns trepa pedras (cordas estrategicamente colocadas para escalar pedras), o que exige um pouco mais de atenção para encontrar o caminho. Essa trilha foi recentemente estendida até o Maciço das Prateleiras e chegando cedo, dá para concluir.

Maciço das Prateleiras


Logo depois do almoço começou a ventar mais forte, chuviscar, e baixou um nevoeiro de filme de terror, para nos lembrar que a natureza também tem aquela hora que não quer mais saber de visitas.

Nos despedimos, agradecemos, voltamos com o espírito renovado e a promessa de voltar em breve.


James Vaccari é diretor de arte e designer enquanto não viaja. Quando está viajando se mete a fotografar o que vê e a desenhar uma coisa ou outra. Prefere viajar pra onde as pessoas normais se preocupariam com banho e banheiro, e gosta de andar muito. Também é instrutor de montanhismo e escalada.


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quinta-feira, 31 de março de 2016

Roteiro: o que fazer em Rotterdam (Holanda)

Durante essa minha viagem que passou pela Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Alemanha, ouvi algumas vezes de pessoas que eu conhecia no caminho: “WHY ROTTERDAM?”. Inicialmente, confesso que não sabia responder em palavras o porquê. Rotterdam não é um destino super turístico como Amsterdam, mas posso garantir que é igualmente encantador, só que por motivos completamente opostos.

Em 1940, durante a II Guerra Mundial, a cidade foi quase completamente destruída por um bombardeio, e da sua reconstrução surgiu uma cidade que é uma mistura do tradicional e do super moderno, beirando o experimental, com uma arquitetura muito diferente da imagem clichê que a maioria das pessoas tem da Holanda. Alguns arquitetos chegam a dizer que: “Amsterdam é a cidade do passado e Rotterdam é a cidade do futuro”. Pra mim esse contraste se complementa e torna a Holanda um país ainda mais interessante do que já é!

Como chegar
O jeito mais fácil de se chegar lá é indo de trem. Os trens partem mais ou menos de 10 em 10 minutos da estação central de Amsterdam, e o trajeto leva aproximadamente 45 minutos. Também é possível fazer um bate-volta a partir de Amsterdam, caso você não queira pernoitar em Rotterdam.

O que fazer
Em 1 dia dá para conhecer todos os principais pontos turísticos da cidade sem pressa (lembrando que se for no inverno, prepare-se para incríveis rajadas de vento geladas que podem atrapalhar um pouco seu passeio).
Se tiver mais tempo, vale ficar um dia a mais e aproveitar para fazer um bate-volta até a cidade de Haia, que fica a apenas 25 minutos de trem de Rotterdam.

Cube House - Stayokay Cube Hostel
Você já pensou em se hospedar em uma atração turística? Pois aqui é possível! No famoso Cube House também funciona um hostel, o Stayokay Cube Hostel. Os preços para se hospedar nele não são nada fora do padrão do resto da Europa, é super pagável. Mas se você quiser pode somente visitar a Kijk-kubus, uma casa-modelo está aberta à visitação.

Witte Huis 

A Witte Huis foi o primeiro arranha-céu da Europa, e foi construído em 1898. Foi uma das poucas construções que sobreviveram ao bombardeio em 1940. Vale passar aqui e conhecer também essa área cheia de bares e restaurantes ao redor do rio Oude Haven.

Markthal

Alguns chamam o Markthal de “A Capela Sistina Holandesa” por causa do seu teto ilustrado pelo artista Arno Coenen. Os mais puristas podem achar um exagero, mas eu achei a arte fantástica! No local funciona um mercadão, um lugar onde se pode comer bem e experimentar comidas locais.

Euromast 

O Euromast é uma torre de observação de 180m de altura que oferece uma vista panorâmica da cidade. A vista é incrível!
AVISO: o pagamento da entrada para a Euromast é feito somente com cartão de crédito e débito, não existe a possibilidade de se pagar em dinheiro. Vai entender...

Hetpark

O parque chamado simplesmente de “O PARQUE” (tradução de Hetpark), é um lugar onde os locais costumam relaxar e fazer churrasco no verão. Festivais e eventos também acontecem por aqui com frequência.

Veerhaven 

Veerhaven é um pequeno porto onde ficam ancorados barcos à vela, navios históricos e iates modernos. Tudo junto e misturado. É bem bonito de se ver, vale passar por aqui entre uma atração e outra.

Erasmusbrug

A ponte Erasmus, carinhosamente apelidada de “o cisne”, é um ícone de Rotterdam. É uma das pontes mais famosas da Holanda, que liga a parte norte e a parte sul da cidade.

Westersingel

Aqui é um lugar somente pra se andar e apreciar a paisagem. O Westersingel é um pequeno canal cheio de esculturas ao longo do caminho.

Laurenskerk

Esta igreja gótica de 1525 é a única construção medieval que resta no centro de Rotterdam. Ela foi bem danificada no bombardeio em 1940, mas foi restaurada em 1952. Em uma foto histórica (clique aqui para vê-la) dá para ver bem como é que ficou a cidade e a igreja na época.

Então se alguém te perguntar no caminho “WHY ROTTERDAM?”... A resposta é simples: “WHY NOT?”. Não é mesmo?


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segunda-feira, 14 de março de 2016

Chapada dos Veadeiros e Brasília em 4 dias



No carnaval deste ano fomos à Chapada dos Veadeiros (GO) com a Ecotrips, agência especializada em turismo ecológico. Estavam inclusos no pacote o transporte aéreo até Brasília; traslado Brasília - Alto do Paraíso (cidade-sede da Chapada) / Alto do Paraíso - Brasília; hospedagem (com opções de pousada, hostel ou camping) e turismo em Brasília, ao final da viagem. Os passeios na Chapada com guias locais eram opcionais, mas fechamos todos eles com a Ecotrips, e é sobre eles que falaremos a seguir!

A cidade de Alto do Paraíso
Vimos em alguns blogs por aí o alerta da necessidade de levar dinheiro vivo nessa viagem. Segundo eles, na cidade de Alto do Paraíso não existia estabelecimentos que aceitassem cartão, muito menos bancos. Esta informação é meio BALELA! É imprescindível levar dinheiro vivo sim, mas isso é regra em qualquer viagem. E se conseguir viajar com ele trocadinho, melhor, ajuda muito o comerciante. Mas a cidade conta com muitos restaurantes e lojas munidas de maquininha de cartão e também conta com agências bancárias (Itaú e Banco do Brasil).
Alto do Paraíso é linda, bem cuidada e conta com uma ótima estrutura: mercadinho bem abastecido, empório de comida orgânica, lanchonetes, muitos restaurantes e padaria. Além, claro, da feirinha hippie com artes maravilhosas dos artesãos locais.
Junto com a Chapada, Alto do Paraíso forma aquela vibe mística, do bem e ~interplanetária~, que faz jus ao nome que tem. Muitas vezes você pode se pegar questionando: Por que eu não moro aqui?
Apesar da vibe zen, você vai encontrar um carnaval delicioso (se decidir ir para lá nessa época), com bloquinhos, festa de rua e tudo mais.

Onde se hospedar
Nós ficamos hospedadas na cidade de Alto Paraíso. Há também a opção de ficar na Vila de São Jorge, que é bem pequeninha e fica na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Mas Alto do Paraíso conta com uma estrutura melhor para turistas.
Em Alto do Paraíso, escolhemos ficar no Jardim da Nova Era (reservas via Booking.com), uma das opções de hospedagem oferecidas no pacote da Ecotrips. Trata-se de um belíssimo Hostel e Camping cuidados com o maior carinho pelo nosso querido guia Fagner e sua família. O Jardim da Nova Era complementou o astral maravilhoso desse lugar. Para nós, já não pode existir Chapada dos Veadeiros sem a Nova Era!
Além disso, eles oferecem serviço de guia para inúmeros passeios e foi com eles que fechamos os nossos, através do intermédio da Ecotrips. Você pode fechar seus passeios diretamente com o Jardim, mas recomendamos que seja rápido, principalmente em alta temporada.

Nossos guias locais, Fagner e Rodolfo, juntamente com o Leandro, da Ecotrips, fizeram a diferença em todas as (duras) trilhas que fizemos. Nossa viagem foi especial em grande parte pela nossa sorte de ter 3 guias tão legais e preparados acompanhando a gente nesses 4 dias.

Rodolfo, Leandro e Fagner. Nossos guias queridos! 
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Passeios
Somos sinceras em falar que quase todas as trilhas que fizemos foram difíceis e um grande desafio para nós. Seja para um sedentário, seja para um perfil mais atlético, é um tanto complicado. São muitas subidas, descidas, escaladas, lugares escorregadios, pedras soltas, abismos do outro lado, muito sol, muitos quilômetros andados em um ritmo intenso… mas como dissemos, sedentários também conseguem e vão se surpreender com seu desempenho. Nós nos surpreendemos! ;)
No final, a recompensa de se chegar em cachoeiras LINDAS, faz valer a pena o perrengue!
PS.: Leve um Dorflex, talvez você precise dele.

DIA 1: Vale da Lua, Cachoeiras Almécegas I e II e São Bento 
A primeira parada foi no Vale da Lua, um lugar de fácil acesso, com formações rochosas que lembram a superfície da Lua. As águas correm com extrema força por entre as rochas esculpidas pela água. É realmente uma paisagem de outro mundo! A entrada custa R$ 20,00, e é paga à parte.


De lá, fomos almoçar no Rancho do Valdomiro. Experimentamos a tal da matula, comida típica da região. Não dá para ir para a Chapada e não almoçar um dia nesse lugar! O Seu Valdomiro também vende licores de vários sabores, e você pode degustar todos eles no local.



Depois do almoço, partimos para a Fazenda São Bento. A entrada, que dá acesso à Almécegas I e II, custa R$ 30,00 e é paga à parte também. A primeira cachoeira que acessamos foi a Almécegas I. É uma cachoeira imponente e com acesso mais difícil à água devido às pedras, mas vale a pena nadar nela. São águas profundas como qualquer outra, mas se você não sabe nadar, os guias carregam colete salva-vidas para emprestar aos turistas. Caso não queira descer até à água, existe um mirante para admirá-la. É de tirar o fôlego!


A Almécegas II tem uma queda pequena. Ela tem 2 partes, a de baixo (da foto abaixo) e a cima. Ambas são piscinas naturais rasas e cheia de peixinhos.


Terminamos o passeio do primeiro dia na Cachoeira São Bento. Ela é bem funda, então nessa, os mais aventureiros podem pular de cima da pedra!




DIA 2: Catarata dos Couros
Passeio obrigatório para quem visita a Chapada. A grandiosidade e a potência desta catarata faz você se sentir (quase) um nada. Além disso, é um complexo de grandes cachoeiras e muitas trilhas.



No início da trilha tem uma cachoeira com uma queda menor, menos imponente, mas muito bonita! Mergulhamos lá na volta, antes de ir embora.



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DIA 3: Parque Nacional da Chapada - Trilha dos Saltos 1 e 2
A trilha mais longa e complicada da viagem, mas não desista porque vale muito a pena! De todas elas, essa trilha é a que tem o caminho mais bonito, com muitas árvores e vegetação nativa do cerrado. Saltos 2 tem uma trilha final vertical (descida e escalada), mas dá para encarar! Apesar de ser uma trilha complicada, no caminho existem alguns mirantes onde você pode parar para descansar.


Em grande parte do caminho, a gente anda por uma trilha de cascalho de cristal. Essas pedrinhas brilhantes e transparentes não devem jamais ser retiradas da natureza! Com esta consciência, ajudamos a preservar esta rara peculiaridade da trilha e que obviamente não é renovável. Faça como a gente: tire uma foto e guarde na memória. ;)


Passeio extra do dia: Reggae na Cachoeira dos Cristais
Na última noite em Alto do Paraíso, fomos até à Cachoeira dos Cristais, que conta com uma ótima estrutura para balada e shows. É uma delícia o ambiente, onde à noite se ouve o barulho da queda d'água e junto a isso, um reggae do bem para renovar as energias. Vale a pena conferir algum show por lá!


DIA 4: Loquinhas e tour em Brasília
Este passeio na Cachoeiras das Loquinhas (lê-se “Lóquinhas”) foi decidido de última hora. A gente tinha algumas horas livres antes de ir para Brasília, então resolvemos aproveitar a manhã por lá.
Lá a trilha é bem fácil, o que é um acalanto para os 3 dias de trilhas intensas. A estrutura é muito boa e organizada, com pontes suspensas de madeira por todo o caminho e banheiro na entrada. Os poços e as cachoeiras são bem bonitos, com águas transparentes azuis e esverdeadas. É ótimo lugar para finalizar sua viagem e relaxar!



Partimos para Brasília ao meio-dia e chegamos lá mais ou menos às 16h. Como nosso voo era só às 21h, tivemos umas 2 horas para fazer um tour rápido pela cidade antes de irmos para o aeroporto. Fizemos um tour por todo complexo político nacional (Congresso Nacional, Esplanada dos Ministérios, Itamaraty, etc.) e a Catedral Metropolitana. Deixe de lado seu rancor pela política nacional e visite os pontos turísticos de Brasília. Vale a pena!





Talvez as imagens que colocamos neste post ilustram muito pouco o quão incrível foi essa viagem. Então deixamos este vídeo que o Fagner (aquele nosso guia do bem) fez, mostrando como foram nossos lindos 4 dias na Chapada dos Veadeiros.



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FAQ
Como faço para chegar lá?
O jeito mais fácil é voar até Brasília e de lá seguir para Alto do Paraíso de carro ou ônibus. É um caminho de mais ou menos 250 km, mas a estrada é boa e segura. O transfer do aeroporto até Alto do Paraíso estava incluso no nosso pacote da Ecotrips, mas várias pousadas e hostels de lá oferecem esse tipo de  serviço. Se optar por ir de ônibus, é bom informar que não existem muitas opções de horários, por isso vale checar as disponibilidades antes de ir.

É possível ir sem passeio fechado?
Sim, é possível. Muitos grupos sem guia cruzavam conosco nas trilhas e a maioria deles vai em dupla ou mais gente. Neste caso é aconselhável alugar um carro, já que não existe transporte público até os lugares turísticos. Mas os valores de ir acompanhado com guia não são nada exorbitantes. Além disso, ter guias locais especializados dá mais segurança para sua viagem, e você também é muito mais privilegiado com informações sobre a fauna, flora, história e geografia do lugar.

O que levar para as trilhas?
RG ou CNH dentro da validade, dinheiro, câmera, biquini/sunga, tênis para trilhas, mochila, cantil para água, capa de chuva, boné, protetor solar, repelente, lanches, roupas leves e medicamentos próprios.

Mais informações
Ecotrips
Jardim da Nova Era (reservas via Booking.com)
Chapada dos Veadeiros Oficial


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Relato de viagem: 2 dias em Inhotim

O post de hoje é uma colaboração do nosso amigo James Vaccari, que fez uma viagem incrível para Inhotim, Minas Gerais. Esperamos que gostem deste relato!

Você tem dois dias livres e está buscando fazer uma viagem contemplativa e tranquila? Então sugiro que você conheça Inhotim, distrito de Brumadinho, em Minas Gerais!

Imagina uma fazenda. Tire as plantações, o gado e o celeiro, e coloque obras de arte espalhadas para todo lado. E também plantas, árvores e flores harmoniosamente distribuídas. Adicione o som de pássaros. Inhotim é mais ou menos isso!



Saímos de São Paulo de carro, e levamos umas 8 horas para chegar na Pousada Dona Carmita (reservas via Booking.com) em Brumadinho (a 60 km de Belo Horizonte). A cidade é pequena, simples, mas tem uma certa estrutura turística. Dá para chegar à cidade de ônibus, saindo da capital, mas até o Centro de Arte Contemporânea Inhotim são mais uns 10 km de distância.

Inhotim é um instituto que abriga o maior acervo de arte contemporânea do Brasil, sendo considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. Bernardo Paz, empresário da área siderúrgica e mineradora, inaugurou o Instituto em 2004 e colocou sua coleção de arte contemporânea aberta para visitação pública.
Diz a lenda que o terreno pertencia a uma mineradora e que seu encarregado chamava Senhor Timothy (daí o nome da cidade, "Nhô Tim").






São 18 galerias que abrigam mais de 400 obras de artistas como Cildo Meireles, Tunga, Vik Muniz, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Matthew Barney, Doug Aitken, Chris Burden, Yayoi Kusama, Paul McCarthy, Zhang Huan, Valeska Soares, Marcellvs e Rivane Neuenschwander e Adriana Varejão.

Além das obras, Inhotim é um imenso Jardim Botânico, cercado de mata nativa, com um importante acervo de plantas raras. É bom para ir com a família, com as crianças, com a vovó, de casalzinho, com os amigos, ou até forever alone.









Inhotim abre às 9h30 (exceto às segundas-feiras), e não é necessário chegar mais cedo que isso. O ingresso custa R$ 25 durante a semana e R$ 40 nos finais de semana e feriados. Já na quarta-feira, a entrada é gratuita. Além disso, possui um amplo estacionamento na entrada.
Já faço duas sugestões aqui: se você leu o começo do texto, eu disse que é uma passeio para dois dias. E realmente acho que é o mínimo para se ver tudo com relativa calma. Então, recomendo que você adquira ingressos para os 2 dias: primeiramente porque tem desconto, e também porque você não precisa pegar fila no caixa no dia seguinte.

A outra recomendação é, pelo menos para 1 dia, adquirir o ticket para o transporte interno. Há galerias bastante afastadas, no alto do morro, e você vai perder muito tempo andando e tomando sol na moleira para chegar lá. Então pegue o ticket e se planeje para visitar as obras mais distantes, no conforto do carrinho elétrico, com motorista e vento nos cabelos. Mas não se iluda, você vai ter que andar de qualquer forma. Então vá confortável, de tênis, roupa clara, protetor solar, água etc.













Há 2 restaurantes no complexo. De gastronomia relativamente refinada e decoração também feita por artistas. Apesar de não ser barato, o preço é justo e evita que você tenha que carregar a marmita na mochila o dia todo. Veja aqui o mapa do parque.



No primeiro dia visitamos as galerias mais afastadas do setor laranja e rosa, para fazer uso do carrinho. Começamos pela Galeria Psicoativa e fomos circundando o setor laranja no sentido horário. À tarde passamos para a circuito rosa. Deixamos a parte central, mais próxima da portaria, para transitar a pé no segundo dia.




Talvez você não goste de Arte Contemporânea. Talvez você olhe para uma obra daquelas e não veja muito sentido. Tudo bem também. Porque mesmo assim, não tem como você não achar o lugar bonito e curtir de alguma forma.

Para maiores informações, visite o site: www.inhotim.org.br. E uma boa viagem!





James Vaccari é diretor de arte e designer enquanto não viaja. Quando está viajando se mete a fotografar o que vê e a desenhar uma coisa ou outra. Prefere viajar para onde as pessoas normais se preocupariam com banho e banheiro, e gosta de andar muito. Também é instrutor de montanhismo e escalada.


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