terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Dicas úteis: o que levar para se hospedar em hostel.


Nunca ficou em um hostel antes? Não sabe o que levar e nem como funciona? Bom, pra começar, saiba que existem hostel de todos os tipos. Hostels mais festeiros, mais famílias, mais informais, mais sérios, alguns tem até crianças e idosos. Tem uns que parecem hotéis e tem uns que parecem repúblicas. Tem de tudo! Depende do seu perfil, você é que escolhe qual é o seu tipo.

Geralmente os hostels oferecem quartos privativos (não vale a pena, são bem mais caros) ou dormitórios compartilhados (de 4, 6, 8 pessoas ou até mais), com banheiro dentro do ou fora do quarto, alguns tem bar, lavanderia, sala de TV, cozinha, wi-fi, café da manhã. E até tem alguns com piscina, sauna e salão de jogos. E é claro, quanto menos privativo, mas barato é a diária. Em geral. o que você pode esperar dos hostels é uma hospedagem sem frescuras, sem luxos. de baixo custo (tem exceções), onde você vai fazer amigos facilmente e conhecer gente de todos os lugares do mundo! Mas se você não curte essa coisa de dormir num quarto com estranhos, compartilhando banheiro, sem luxos, sem serviço de quarto ou camareira, então hostel definitivamente não é pra você.

Para os que topam essa vida de hostel e ainda são novatos no assunto, aí vai uma lista de coisas úteis para levar daqui e não ter surpresas quando chegar lá:

1. Cadeado
Leve um cadeado, se possível dois. Às vezes as malas não cabem nos lockers e acabam ficando ali do lado da cama mesmo. Então vai um para o locker (para coisas de valor, passaporte etc) e outro pra sua mala/mochila (opcional). É muito raro ser furtado em hostel, mas acontece. Então mantenha tudo trancado para evitar problemas. Pra facilitar, melhor ainda se for aquele cadeado TSA, que abre com uma sequência de números. Eu já acabei perdendo a chave do meu cadeado uma vez e tive que pedir para estourar pra abrir o locker.

2. Lanterna
Se você está dividindo o quarto com outras pessoas, seja educado. Evite acender a luz se você chegar muito tarde ou acordar muito cedo e o pessoal estiver dormindo. Use uma lanterninha para achar suas coisas no quarto escuro, pode ser até a lanterna do seu celular. 

 3. Necessaire
Leve suas coisas de higiene pessoal (banho) em uma necessaire, melhor ainda se for aquela com gancho para pendurar no banheiro, já que nem sempre tem onde colocar. Nos hostels você não deixa suas coisas no banheiro, afinal ele geralmente é compartilhado. Então isso facilita muito nesse leva e trás diário. Vale levar escova e pasta de dente em outra necessaire pequena separada também.

4. Toalha
Nem todo hostel fornece toalhas gratuitamente, geralmente eles alugam, mas nem sempre são boas. Então leve a sua se você tiver espaço na mala. Para os que não tem muito espaço, vale levar uma toalha de microfibra que seca mais rápido e ocupa metade do espaço de uma toalha comum. Em último caso, alugue.

5. Protetor auricular e tapa-olhos
Esse é para os que se incomodam com barulho e luz ligada. Nunca se sabe quando você vai encontrar um colega de quarto que ronca, ou um hostel barulhento (geralmente os que tem bar perto dos quartos), muito menos quando alguém vai acordar mais cedo que você ou chegar de madrugada e precisar ligar a luz do quarto. Você encontra protetores em farmácias e nos kits de avião, tapa-olhos também podem vir em kits de avião ou você facilmente encontra em lojas de departamento. Dica: Se quer evitar o barulho, evite ficar em party hostels.

6. Adaptador universal e Benjamin
As tomadas são diferentes em cada país, então se vai para fora do Brasil, vale levar um adaptador universal. Todos os dias você vai ter que carregar seu celular, bateria da câmera ou notebook. Alguns hostels alugam adaptadores, mas é mais fácil comprar um e já garantir o seu para todas as outras viagens. Vale levar um adaptador Benjamin também, caso queira carregar tudo ao mesmo tempo.

7. Chinelo
Hostels tem banheiros compartilhados, ou dentro ou fora do seu quarto. Então leve um chinelo para tomar banho, ir no banheiro e andar por lá. Não é muito legal ficar pisando descalço em pocinhas de água suja, né? Levar chinelos é uma coisa básica, mas muita gente esquece ou acha desnecessário.

8. Mala/mochila leve
Para se hospedar em hostel é melhor ir com pouca bagagem. De preferência, somente uma mala/mochila média e bem leve. Os quartos geralmente são pequenos, e você vai passar apuros com uma mala enorme no quarto, pior ainda se forem duas malas. Além de nem todo hostel ter elevador, talvez você tenha que subir 4 andares de escada sem ajuda! É como dizem: "pack lighter, go further". 

E você tem alguma "dica de sobrevivência" em hostel que a gente tenha esquecido ou que só você saiba? Compartilha com a gente! 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Dicas (e incentivo) para você começar a viajar sozinho!

Há alguns dias recebemos um pedido no Oysters' World: escrever sobre como viajar sozinha primeira vez. Para ser sincera, não somos peritas no assunto. Eu (Cecilia), por exemplo, viajei poucas vezes sozinha e ainda assim, tinha gente me esperando do outro lado (mesmo que por alguns dias eu estivesse completamente sozinha para passear em terras estrangeiras).

Minha primeira viagem realmente solo será agora no final de fevereiro e vou postar sobre ela aqui depois. Mas viajando em conjunto, eu e a Tati encontramos e conversamos sempre com pessoas que estão sozinhas na viagem. Daí, levantamos algumas dicas super válidas.

Então, começando do começo:

Você se sente à vontade sozinho? 
Vivemos uma ditadura da anti-solidão. Cantam "é impossível ser feliz sozinho" ali, dizem "a felicidade só é real se compartilhada" aqui, mas pouco ouvimos falar sobre como é bom ficar sozinho sem parecer um depressivo ou sociopata. Calma lá! Todos reconhecemos a delícia que é estar acompanhado. Mas garanto que há outras tantas em estar sozinho.
Faça um exercício para se livrar dessas amarras sociais do coitadismo: vá ao cinema sozinho e aproveite para jantar com você mesmo. É muito gostoso e você pode até começar a questionar se vai chamar ou não seus amigos para a próxima sessão.

Vencendo esta fase, pule para próxima questão:

Por que viajar sozinho?
A resposta mais direta seria: por que não? Mas não vamos ser simplistas. Já que você nunca botou os pés no aeroporto sozinho, as coisas não são tão fáceis assim.
  • 1ª hipótese: nenhum dos seus amigos está disponível para viajar com você agora.
    O seu tempo ideal é agora, então não desista de viajar! Este é o melhor sinal para que você vá se aventurar sozinho. Quando seus amigos puderem finalmente ir, talvez você é que não consiga.
  • 2ª hipótese: seu amigo cancelou por algum motivo a viagem com você.
    Isso realmente é chato, mas acontece. Se não houver real necessidade de você cancelar também, não cancele! Já vimos muitas pessoas que passaram por isso. Sabe o que elas fizeram? Foram mesmo assim e acharam a experiência incrível.
  • 3ª hipótese: você tem amigos lindos, mas sabe que eles não seriam boas companhias.
    Não se sinta culpado, isso é comum. Você pode ter um melhor amigo de infância, mas sabe que seus interesses e os dele podem divergir numa viagem. Realmente é melhor ir sozinho e evitar desgastes desnecessários na amizade.
  • 4ª hipótese: você quer fugir do mundo, da sua roda social, conhecer gente nova e conhecer lugares interessantes e diferentíssimos.
    Aqui não tenho nem o que aconselhar, você já sabe o que fazer: SE JOGA!
Devem ter outras tantas hipóteses possíveis, mas a resposta será sempre a mesma: faça sua mala e vá!

Aí vem a dúvida:

Qual é seu perfil viajante?
Você pode ser aquela pessoa louca para visitar um resort all included em Cancún. Pode sonhar em fazer um mochilão pela Europa. Pode querer viajar para Nova York ou Miami, se divertir e fazer compras maravilhosas. Enfim, o que você quer pra você? Prefere um destino ou vários? Planeja viajar por conta própria ou com agência de viagem?

Caso queira fazer sua primeira viagem sozinho e por conta própria, aqui vão dicas essenciais:

Pesquise e planeje
Não importa qual é o seu destino, alguém já foi lá antes e já falou disso em algum lugar. Vale visitar blogs, sites sobre viagem, sites do governo local, revistas de turismo, programas de TV sobre turismo e consultar seu amigo ou conhecido que já foi para o mesmo lugar. Há roteiros prontos fáceis de serem encontrados na rede.
Não esqueça de pesquisar informações básicas como: necessidade de visto, vacinas obrigatórias, moeda local, transporte do aeroporto-cidade-aeroporto, transporte entre cidades, melhores bairros para se hospedar, horário de serviços essenciais como ônibus, mercados, farmácias etc.

Deixe o itinerário com amigos ou familiares
Itinerário, horário de voos, onde você vai se hospedar... tudo o que você já tiver confirmado, avise. Se houver mudança, avise também.
DICA! Muitos viajantes compram chip de celular local para ter sempre 3G à mão e não depender de wi-fi. Pode ser uma boa ideia para ficar sempre em contato com seus parentes e amigos, além de ter sempre acesso ao Google Maps. De quebra, você pode postar fotos em tempo real no Instagram e Facebook sobre sua viagem incrível!

Leve medicamentos e faça seguro-viagem
Em alguns lugares é obrigatório você levar um seguro-viagem (indicamos o World Nomads ou a Mondial), além de ser muito prudente, claro. Além disso, leve os medicamentos que você acha necessário. Não precisa ser muito hipocondríaco, mas também não deve se contar com a sorte. Vai que seu remédio não exista lá ou seja difícil de adquirir na viagem.
Eu, por exemplo, sempre tenho dias gripada se viajo por um mês. Então sempre carrego antigripal, pastilhas para garganta e algum remédio para dores no corpo.
DICA! Tome vitaminas como Centrum um mês antes da viagem, prepare seu corpo para a mudança de rotina que está por vir.

Peça ajuda
Pesquisou, chegou ao seu destino e tá perdidinho? Peça ajuda! Mesmo que seu inglês ou língua local não seja o melhor, você vai saber como se virar e estando sozinho, vai descobrir como é cara de pau. :P
Procure por postos de informações, pergunte para o recepcionista do hotel etc. Essas pessoas são bem pacientes e vão te ajudar. Ah, experimente abrir o mapa da cidade no meio da rua. Em muitos lugares sempre aparece um local te perguntando se você quer ajuda. Abuse da boa vontade alheia (no bom sentido, é claro).

Alone but not lonely*
*Sozinho, porém não solitário
Sendo expansivo ou não, uma coisa é fato: você vai se sentir mais aberto a conhecer gente nova na viagem e uma parte dessas pessoas estará viajando sozinha também.
Algumas dicas para socializar são:
  • Hostels - Grande pedida para encontrar gente nova. Procure aqueles que tenham boa área de convívio social (bar, área de refeição, café da manhã, sala de tv, sala de jogos, piscina etc.) e atividades dentro e fora dele (festinhas, welcome drink, walking tour etc.). Consulte antes no TripAdvisorHostel World ou Booking.com a avaliação de hóspedes dos hostels.
  • Pub Crawl - Nesse evento que acontece todos os dias, você será levado a 3 ou mais bares (pubs) e terminará a noite em um night club. Por um preço módico, profissionais do pub crawl reúnem a galera (em massiva maioria, turistas) e saem pela noite. Cada pub, um shot de graça. E a entrada da balada costuma estar inclusa no pacote. Geralmente você pode fechar um passeio desses no próprio hostel, mas também vale pesquisar no Google quais os pub crawls que existem na cidade.
  • CouchSurfing - além de ser também uma boa alternativa para se hospedar de graça, há grupos que se reúnem nas cidades em dias e horários específicos. Entre no site couchsurfing.com, procure a comunidade da cidade que você vai passar e encontre pessoas locais e viajantes que estão a fim de interagir, beber e sair na noite.

"E se eu...
"... ficar realmente doente?" - Com ou sem companhia, é importante cuidar da sua saúde. Se você realmente cair de cama, faça uso dos remédios que você levou, além de ficar quietinho, sem arriscar passear. Caso necessário vá ao médico, seu seguro-saúde provavelmente cobre emergências.
E lembre-se: peça ajuda quando precisar, todos ficamos mais solícitos e menos egoístas quando estamos viajando.
"... me sentir sozinho?" - Leia de novo o ítem "Alone But Not Lonely". Se não for o suficiente, abra o whatsapp para matar saudade da galera. Uma outra alternativa: Tinder! É um aplicativo de pegação, mas também é usado para conhecer locais e quem sabe, passear com eles e descobrir lugares não tão turísticos.
"... for assediada?" - Quando você for pesquisar sobre seu destino, atente-se ao que dizem sobre a segurança, principalmente sendo mulher. Temos este receio porque vivemos no Brasil e sabemos que andar em muitos lugares à noite, por exemplo, pode ser horripilante. Mas em muitos outros lugares (como por exemplo, Austrália e muitas cidades da Europa), é tranquilo esse aspecto, seja de dia ou de noite. Então, informe-se!
"... me perder?" - Confesso que eu sou muito perdidona, na minha cidade e na dos outros. Portanto, esteja munido de um mapa minucioso da cidade e mapa de transporte coletivo (você pode encontrá-los na internet, nos hostels ou nos postos de infomações turísticas da cidade). Se você comprar o chip 3G então, acabou o drama! E lembre-se: às vezes, nada melhor que se perder em viagem, assim você consegue explorar a cidade além do roteirinho.

E por fim:

APROVEITE!
Viajar sozinho faz você ficar mais observador e aberto às sensações. Veja, absorva, aprenda, sinta e divirta-se! :)
"Finalmente conquistei o dinheiro e as tão esperadas férias para realizar meu grande sonho: conhecer a Europa. Porém, nenhum dos meus amigos tinha tempo ou dinheiro para me acompanhar. Assim, segui todas as publicações sobre viajar sozinha, fazer malas, hostels e por aí vai. Comprei a passagem, fechei a mala com custo e fui. Na primeira parada, eu cai com a mochilona no meio da rua. Me ajudaram a levantar e a partir daí, vi que, independente de onde esteja, sempre há boas e más pessoas. E as boas, graças aos céus, predominam. Ao mesmo tempo que seu Tylenol salva a vida de alguém no quarto coletivo em Praga, uma adolescente qualquer levantará sua mala nas escadarias eternas do metrô de Paris. O gato do Leste Europeu que se comunica contigo por meio de gestos será o seu único e grande amor por 5 dias e a pessoa que atravessa a rua ao seu lado dará a você a maior e melhor lição da sua vida. Isso significa que a coisa mais difícil de fazer quanto se viaja sozinha é estar sozinha. E quando você conseguir, finalmente este milagre, o de estar realmente sozinha, você vai se sentir melhor do que nunca: única, feliz e invencível. Do jeito que tem que ser."
 Karen Beker é amiga das Oysters. 
Tem 32 anos, é publicitária e viaja sempre que possível  (e impossível).

Se você tiver mais dicas de posts, mande-nos! Vamos adorar escrever sobre o que você quer ler.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Como conseguir guardar dinheiro para viajar em 3 passos

Créditos: MonikaKVeith on Etsy



O que mais ouvimos dos nossos amigos e conhecidos sobre nossas viagens é: "não tenho dinheiro para viajar", "não consigo guardar dinheiro", "vocês são ricas?", "como vocês conseguem viajar tanto?". A resposta pra isso tudo é muito simples: PLANEJAMENTO e força de vontade! É possível sim fazer aquela sua super viagem dos sonhos sem precisar ganhar sozinho na Mega-sena acumulada. É fácil, são 3 passos:

1. Mude o seu jeito de pensar e reavalie suas prioridades
Segundo uma pesquisa do psicólogo Thomas Gilovich, ter experiências deixam as pessoas mais felizes do que bens materiais. E isso, claro, inclui viajar! Mas nem precisava de uma pesquisa pra saber isso, não? Concordo plenamente! Não tem dinheiro, iPhone ou carro novo que pague as experiências que você vive, as memórias que você guarda e as pessoas que você conhece durante as viagens. Todo e qualquer sacrifício compensa no final das contas. Você não precisa ser rico para viajar, você só precisa reavaliar as suas prioridades na vida. Aprenda que você não precisa de luxos. Quanto mais você viaja, mais você percebe que não precisa ficar nos melhores hotéis e comer nos melhores restaurantes. Experimente comida de rua, ande sem rumo, use transporte público. Você não viaja pra ficar trancado no hotel, não é? Um lugar limpo, seguro e bem localizado para dormir já basta! Pensando assim a sua viagem ficará mais barata. E quanto menos dinheiro você precisa, menos tempo você leva pra juntar. 

2. Saiba o quanto você precisa, estabeleça uma meta e poupe!
Defina pra onde você vai, quantos dias e quando. E então pesquise preços de passagem, hospedagens (Hostel World ou Booking.com), gastos diários (compare o custo de vida de várias cidades do mundo no Numbeo) e verifique a cotação da moeda (caso seja um destino internacional). Faça uma estimativa aproximada de quanto custará a sua viagem. Saiba quanto você precisa pra saber o quanto você vai ter que poupar por mês. Quando você define uma meta (um número), fica mais fácil alcançar o seu objetivo. Então abra uma poupança (ou qualquer outro investimento seguro) e tenha a obrigação de transferir todo mês religiosamente a quantia da meta que você estabeleceu. Aproveite para já reservar sua restituição do imposto de renda e seu 13º salário para o "cofrinho" da viagem.

3. Reavalie os seus gastos mensais
Nada vem de mão beijada, se você quer economizar vai ter que mudar certas coisas no seu estilo de vida. Afinal, dinheiro não nasce em árvore. Reavalie os seus gastos, tanto os de custo fixo (TV a cabo, celular, contas) quanto os variáveis (restaurantes, bares, compras). Não é pra você se trancar em casa, recusar todos os convites dos seus amigos e não comprar nada. A questão é encontrar um equilíbrio, mudar a sua rotina mas não deixar de viver. É que como diz aquele ditado: de grão em grão a galinha enche o papo!

Mas… Como?
  • Gaste menos com supérfluos: restaurantes, baladas, bares, roupas. Você pode continuar fazendo tudo isso, mas com moderação. Se pergunte: Preciso mesmo tomar 10 pints de cerveja pra me divertir? Realmente preciso sair pra comer fora todo dia? Preciso de mais um sapato? Foco na viagem, gente!
  • Não compre o que não precisa. Nunca cogitei a possibilidade de ter um iPhone nessa vida, porque um celular que faça ligações e que tenha 3G já me basta! Antes de comprar qualquer coisa pense se precisa mesmo disso.
  • Aproveite para parar com os seus vícios, que tal parar de fumar? Considerando que um maço de cigarro custa em média R$ 6,50, e que você fuma 1 maço por dia, são R$ 195 por mês e R$ 2340 por ano. Convenhamos que é muito mais útil gastar R$ 2340 em passagem aérea.
  • Já pensou também em diminuir o plano da sua TV a cabo e do seu celular? Nos tempos de Popcorn Time e Netflix, um pacote básico de TV a cabo já basta! Desliga essa TV e vai viajar!
  • Faça uma limpa no armário, venda aquelas roupas que você não usa mais. Eu tenho usado o Enjoei, e posso dizer que o que eu ganhei até hoje com as minhas vendas paga 2 semanas de estadia na Europa. Sério!
  • Para as meninas: aprenda a fazer suas próprias unhas. Tem noção de que fazer pé e mão custa em média R$ 50? Geralmente, as meninas fazem as unhas uma vez semana. Nessa brincadeira, você gasta R$ 200 por mês! R$ 2400 por ano!

AGORA FAÇA AS MALAS E VÁ VIAJAR!
Acredite, você não precisa meeesmo ser rico pra fazer aquela sua super viagem dos sonhos, você só precisa saber quais são as suas prioridades, ter foco nos seus objetivos e planejar tudo com antecedência. Então o que você está esperando? Vai logo, haha! E saiba que essa frase é 100% verdadeira: "Viagem é a única coisa que você compra que te deixa mais rico". Nunca tenha dúvidas disso.

[DICA EXTRA] Recurso dos desesperados:
Esse é para os que tem pressa e querem viajar AGORA! Já pensou em fazer um empréstimo para viajar? Nesse caso, a diferença é a ordem das coisas. Ao invés de juntar o dinheiro para depois viajar, primeiro você viaja pra depois juntar o dinheiro. Em ambos os casos as dicas valem. Mas isso deve ser usado como último recurso, nunca caso você não consiga economizar o quanto precisa. Senão quando você voltar de viagem, terá uma dívida que não conseguirá pagar. Saiba muito bem se as parcelas estão dentro do seu orçamento. Mas se você faz empréstimo pra comprar carro, porque não pra viajar?

E você? Também ama viajar e tem alguma dica para compartilhar com a gente? Participe nos comentários! :)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Diário de um Mochilão: Santiago, Valparaíso e Algoborro (Chile)



O post de hoje é uma colaboração da nossa amiga Ellen Chen, que atualmente está fazendo um mochilão pela América Latina. A primeira parada da Ellen neste mochilão foi no Chile. Reunimos todas as dicas e impressões dela em um único post. Aqui você encontrará dicas de passeio em Santiago, impressões do réveillon em Valparaíso e uma avaliação do resort San Alfonso del Mar, em Algoborro, com a maior (e uma das mais famosas piscinas do mundo. Confira!

INFORMAÇÕES BÁSICAS
  • Moeda local: Pesos Chilenos (CLP). Ver cotação de hoje aqui.
  • Mapa do Metrô: Faça o download aqui.
  • Fuso Horário: Confira aqui a hora atual de Santiago
  • Voltagem: 220V

A CIDADE DE SANTIAGO (e impressões dela no verão):
  • Há o serviço de ônibus de turismo Turistik, que roda 12 pontos da cidade por CLP 20.000 (adulto). CLP 18.000 (em torno de R$73) se comprar online.
  • O ticket do metrô varia de acordo com o período do dia; fora do horário de pico custa CLP 640, horário de pico, CLP 700; se comprar o tíquete de CLP 640 e quiser usá-lo no horário de pico, poderá trocá-lo na bilheteria, pagando a diferença de CLP 60.
  • No verão, o sol se põe lá pelas 21:00.
  • Em Santiago, a prioridade é do pedestre.
  • Há bastante espaço verde conservado e pessoas usualmente descansam no gramado, com roupa de trabalho, inclusive.
  • Faz calor debaixo do sol, mas pode ser gelado na sombra, dependendo do dia e do vento.
  • Existem lojas de artigos e produtos de marijuana.


VIDA NOTURNA EM SANTIAGO:
  • Bellavista é uma área de agito noturno, com bares, casas noturnas pintadas de cores escuras, espaços para tattoo etc. Lembra bastante a Rua Augusta e entorno.
  • O Patio Bellavista também é um espaço para curtir a noite.

ROTEIRO SANTIAGO

CHEGANDO EM SANTIAGO (PROVIDENCIA)
Peguei o ônibus Centropuerto do aeroporto até a estação Los Héroes e metrô, até Los Leones. O valor do ônibus aumentou: 1500 pesos chilenos. É tranquilo.
Segui as orientações do blog Uma Esquina lá você pode encontrar outras dicas para sair do aeroporto para a cidade.

CERRO DE SAN CRISTOBAL

Muito provavelmente você já sabe que um dos lugares para se visitar em Santiago é o Cerro San Cristóbal. Mas tão importante quanto saber onde ir é saber por onde e como começar a visita. Por isso, seguem duas sugestões:
  • Para andar pelo interior do Cerro, fazer uma caminhada e talvez uma trilha (lembrando que é só subida), use o acesso da Pedro de Valdivia, caminhando da estação Pedro de Valdivia do metrô (linha vermelha) até a entrada, onde você poderá solicitar um mapa para te orientar até o topo do Cerro (Sector Cumbre). Neste trajeto, além de poder admirar a paisagem, é possível visitar a Piscina Tupahue (uso mediante pagamento), jardins e outras áreas. Depois de chegar no topo e desfrutar a paisagem, é possível descer de funicular, que custa CLP 1500 para uma viagem.
  • Para tão somente chegar ao topo, use o acesso Pío Nono, perto da estação Baquedano do metrô, e compre tíquetes do Funicular, ida e volta, que custam CLP 2000.
Não dá tempo de ver o pôr do sol antes de descer; o último Funicular é às 19:45.
As ruas para o topo são bem pavimentadas e as pessoas costumam ir de bike até lá.
É permitida a entrada de veículos, mediante pagamento; no topo, os veículos não podem circular.
Mais informações sobre o Cerro em www.parquemet.gob.cl.

DICA! Mote con huesillos = bebida gelada com um cérebro*
Dizem que você não pode visitar o Cerro e deixar de experimentar a bebida. Custa CLP 800.
*O cérebro é um pêssego seco ;)



CERRO DE SANTA LUCIA

O Cerro Santa Lucia está situado perto das estações Santa Lucia e Universidad Católica do metrô, ambas da linha vermelha. Em meio à parte central, este cerro permite a visão da cidade a partir de seu mirante, que não é tão alto quanto o Cerro San Cristóbal, mas dá para ter uma visão legal da região. As escadas até o mirante são formadas de degraus irregulares e, às vezes, escorregadias; por meio de níveis. Recomenda-se a visita durante o dia, dizem que à noite existe o risco de encontrar batedores de carteira.

DICA! Quando visitar o Cerro Santa Lucia, aproveite e visite parte do entorno, conhecido como Lastarria, com cafés, restaurantes, feiras culturais, lojas de livros, artigos orgânicos, roupas, etc.

PUEBLITO LOS DOMINICOS

Para quem gosta de artesanato, Centro Artesanal Los Dominicos, em Las Condes, é uma opção.
É como um Embu das Artes. Tem artigos em couro, madeira, souvenir, roupas rústicas, arte mapuche, lembrancinhas de Valparaíso e Chile, em geral.
Estação Los Dominicos do metrô, linha vermelha.
Mais informações aqui.

PASSEIO NO CENTRO

O centro de Santiago possui várias atrações que você deve conhecer, como o Palácio da Moneda, o museu do palácio, a Catedral Metropolitana, a Plaza de Armas, o Mercado Central etc. Aproveite para observar a movimentação local, com semelhanças e diferenças do centro de São Paulo, por exemplo.

DICA! O Mercado Central não é grande, é mais um lugar para comer frutos do mar a preço acessível, como o King Crab. Assim que você chega no local, é abordado quase o tempo todo por pessoas te chamando para oferecer os serviços de seu restaurante; e eles são insistentes. Mas vale a pena comer por lá e tomar um vinho.



PARQUE ARAUCO E SHOPPING PARQUE ARAUCO
O Parque Arauco está situado na região nobre de Las Condes e, para chegar lá, basta parar na estação Manquehue do metrô (linha vermelha) e andar pela Calle Rosario Norte até a entrada do parque. É uma rua bastante agradável, com prédios altos e de vidro, e bem arborizada.




DICA! Para chegar no Shopping Parque Arauco, cruze o parque e aproveite para curtir o jardim de rosas.
Estou ressaltando essa informação porque o meu primeiro destino foi o Shopping e eu andei pela Calle Manquehue Norte, achando que não tinha como cruzar o parque para chegar no Shopping. Essa rua é quase uma marginal, com prédios em construção, quase vazia de gente e sem sombra. Além disso, cheguei pelo lado dos estacionamentos do Shopping. Por isso, não façam como eu e andem pela Calle Rosario Norte. Vale muito mais a pena.


DICAS VALPARAÍSO E ALGOBORRO

VINHEDOS CASAS DEL BOSQUE E EMILIANA
A caminho de Valparaíso existem alguns vinhedos bastante agradáveis para visita, almoço e degustação.
Na Viña Casas del Bosque, o almoço com uma taça de vinho, sobremesa e café sai entre CLP 20.000 a CLP 25.000. É um lugar bastante agradável onde você pode passear pelo vinhedo, tomar vinho ao ar livre, sentar e ler um livro. Dá perfeitamente para almoçar e depois passar a tarde nesse vinhedo. É um vinhedo conhecido, mas existem outros melhores pelo caminho.
Mais informações: www.casasdelbosque.cl

O Emiliana por sua vez, é um vinhedo orgânico e biodinâmico, com práticas sem uso de pesticidas e com animais pastoreando no vinhedo. Esse vinhedo não oferece almoço, somente degustação e tours com ou sem bike, mas é um lugar bem visitado pelos turistas. O vinho Coyam é da reserva premium e foi classificado como um dos melhores vinhos alguns anos atrás. As degustações, dependendo da escolha, podem variar entre CLP 9.000 e CLP 20.000.
Mais informações: www.emiliana.cl

VALPARAÍSO: ARTE, COR E ESCADARIAS

Valparaíso, carinhosamente chamada de Valpo, é patrimônio da humanidade pela Unesco, um lugar com muitas escadarias, planos completamente irregulares, muita cor e arte. E como arte gera arte, este lugar rende boas fotos ou é bastante sugestivo para quem adora fotografar.
Algumas casas velhas viraram hostels, outras são referências de arquitetura e muitos muros são telas para graffiti, então Valpo é uma mescla de antigo com artístico, cheia de casinhas coloridinhas. Há prédios e construções novas também, mas eles não são predominantes.
É difícil de dirigir em Valpo porque algumas ruas são muito inclinadas ou estreitas, e outras feitas de paralelepípedo.
Valpo é uma espécie de centro cultural, com galerias de arte, lugares para workshop e, como disse, muito graffiti.
Os lugares legais para visitar são Cerro Alegre e Cerro Concepción. Com certeza, existem outros, mas como eu só fiquei dois dias, não consegui ver muito mais.

DICA! Prepare suas pernas! É muito sobe e desce.

ANO NOVO EM VALPARAÍSO
Durante a minha estadia em Mendoza, conheci muitas pessoas no hostel, e a cada 10 pessoas com quem conversava, mais ou menos 7 diziam que passariam o ano novo em Valpo ou Viña del Mar. Ou seja, é muita gente em Valpo no ano novo.
Então, se você gosta de agito, festa de rua e show de fogos, experimente passar um réveillon em Valparaíso. Mas, vale lembrar alguns pontos:
  • Até mesmo os hostels são caros, e cheios, óbvio.
  • Prefira os cerros. As partes baixas são mais bagunçadas, com muita gente bêbada.
  • Na manhã do dia 1, a cidade amanheceu cheia de garrafas e lixo nas ruas.
  • Não fique no La Valija Hostel; eu geralmente não tenho reclamações dos hostels porque já vou consciente de que é hostel (apesar de alguns já terem me impressionado com a hospitalidade e a qualidade dos quartos, camas e banheiros). No La Valija, foi a primeira vez que me faltou água quente, por exemplo. Resumindo, os quartos compartilhados possuem muitas camas (o que significa um espaço menos reservado), o hostel tem poucos banheiros e a qualidade deles é ruim (não tinha onde apoiar as roupas limpas, piso molhado, falta de água quente e falta de água no final do banho, enfim: a qualidade do hostel não condiz com o preço pago).
  • É legal o show de fogos vista dos cerros, mas você pode ter isso no RJ ou litoral de SP. Nada de mais.

SAN ALFONSO DEL MAR RESORT (ALGOBORRO)

Eu me hospedei em San Alfonso del Mar Resort, que possui a maior piscina do mundo! Ela é dividida em bolsões, duas pirâmides com piscinas aquecidas e a lagoa (a maior parte), onde se pratica atividades náuticas como kayak, windsurf, stand up paddle (SUP). A estrutura conta também com piscinas para crianças, dois trampolins e uma espécie de deck sobre a água.
Bom, mas antes de se animar, é bom saber de alguns detalhes e seguir algumas recomendações:
  • Calma, não se empolgue antes de saber como funciona o resort. Ao buscar o aluguel de algum apartamento, pergunte sobre todo o funcionamento do lugar, quais piscinas podem ser utilizadas, quanto custa a prática de uma atividade náutica, o horário dos restaurantes, o que você pode fazer dentro do resort.
  • Quase tudo no resort é pago.
  • Não sei se foi a temporada de fim de ano (28 - 31/12) ou se é assim o ano todo, mas tivemos a impressão de que os restaurantes permaneciam mais tempo fechados do que abertos.
  • As praias do Pacífico não são iguais às praias do Atlântico, então, se você está acostumado com o clima do Atlântico, você muito provavelmente vai sentir frio em Algorrobo.
  • Em razão do clima do Pacífico, as piscinas aquecidas são mais visadas, mas, durante a nossa visita, elas não podiam ser usadas por quem aluga apartamentos, somente pelos donos.
  • O aluguel de kayak custa CLP 2.500 por meia hora.
  • Dá para sair do resort por uma das portas, caminhar na praia, tirar fotos, e entrar por outra porta.
  • A quebrada das ondas na praia é forte. Se você não sabe nadar, esqueça! Para se ter uma ideia, à noite, você ouve o som das ondas quebrando do apartamento e parece prédios em demolição.
  • Existe vida fora do resort! Lá fora, você encontra alguns mercadinhos locais para comprar comida, restaurantes, comércio pequeno etc. Almoçamos um dia no El Aji Azul, gastronomia peruana, e adoramos.
  • Dá para jogar vôlei.
  • Praticamos yoga no primeiro dia. Eu quero dizer que dá para fazer muitas coisas, por sua própria conta (rs).

Conclusão: apesar da má administração do condomínio e da falta de noção em como tratar o cliente, o resort não deixa de ser um lugar maravilhoso. Maravilhoso de se ver, já que não pudemos usar quase nada. Então, se quiser ir, um dia, certifique-se antes de todas as condições de uso das dependências do resort.


Ellen Chen, advogada, ama viajar para explorar a natureza e lugares pouco usuais. Seu objetivo é dar a volta no mundo. Já viajou para países da América do Sul, Norte, Ásia e, em breve, visitará a América Central. Sonha em andar de balão no deserto da Namíbia. Seu lugar preferido no mundo é o Atacama (por enquanto)!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Mochilão: Reino Unido e arredores

Como alguns acompanharam, em setembro fizemos um mochilão de 23 dias pelo Reino Unido e arredores. Nosso foco era Londres, então a escolha dos outros destinos foi por pura lógica (ou seja, o que estava mais perto). Ficamos 4 dias em Dublin, 4 dias em Edimburgo, 2 dias em Liverpool, 8 dias em Londres e 4 dias e meio em Paris. E em cada lugar, sempre procurávamos fazer pelo menos um bate e volta para algum lugar fora da cidade, fomos para Howth, Highlands & Lago Ness, Stonehenge & Bath e Versailles.



DESLOCAMENTOS

DUBLIN > EDIMBURGO > LIVERPOOL > LONDRES > PARIS

Pra começar, voamos de British Airways. Fizemos a ida São Paulo - Dublin, e a volta Paris - São Paulo, ambos com mais ou menos 13 horas de voo no total e com conexão em Londres. Alguns não sabem, mas é possível comprar passagens com a ida e a volta vindo de cidades diferentes, e na maioria das vezes isso não encarece a passagem. Foi o que fizemos: SP > Dublin e Paris > SP.

O trecho Dublin - Edimburgo foi de avião, era o jeito mais rápido e barato de ir da Irlanda para o Reino Unido. Compramos um voo da Aer Lingus, uma companhia aérea irlandesa super em conta. Fomos em um aviãozinho minúsculo que parecia de brinquedo! Mas foi o voo mais tranquilo que já pegamos na vida: super silencioso e sem turbulências. 

Já o restante dos deslocamentos fizemos de trem. É a melhor opção para evitar essa coisa chata de aeroporto, check-in, despachar bagagem etc, já que os preços de trem e avião são bem parecidos para essas distâncias mais curtas. Fomos de Virgin Trains nos trechos de Edimburgo - Liverpool e Liverpool - Londres. E de Eurostar no trecho Londres - Paris, com aquele trem de alta velocidade que passa por debaixo do Canal da Mancha.
DICA: O ticket da Eurostar sai relativamente caro se você deixar para comprar na última hora. Por isso, programe-se e compre online antecipado no Brasil mesmo.  

O MOCHILÃO
Desde que voltamos de viagem, fomos escrevendo e postando freneticamente cada etapa desse mochilão sem nenhuma ordem específica. Então para organizar tudo o que postamos até agora, resolvemos fazer uma espécie de sumário, centralizando todos os posts que fizemos da nossa viagem para o Reino Unido e arredores. Tem dicas de roteiro, informações úteis, curiosidades, dicas de hospedagem e informações sobre as viagens bate e volta que fizemos. Confira tudo isso abaixo:



Dublin - Irlanda

Edimburgo - Escócia

Liverpool - Inglaterra

Londres - Inglaterra

Paris - França

E para qualquer dúvidas, sugestões ou até mesmo reclamações, fiquem a vontade aí embaixo nos comentários. Ficaremos felizes em ajudar! :)


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Informações úteis e dicas sobre Londres (Inglaterra)

No ano passado postamos um roteiro para passar 7 DIAS EM LONDRES e também falamos sobre nosso TOUR PARA STONEHENGE E BATH. Agora conheça algumas informações úteis e curiosidades sobre a cidade de Londres.


GERAL
  • Moeda local: é Libra (em inglês, Pounds).
  • Voltagem: 240 volts.
  • Fuso horário: geralmente está 4 horas à frente de Brasília. Mas como Brasil e Inglaterra têm horário de verão, você pode conferir aqui a hora exata de Londres.
  • Temperatura: fomos para Londres em setembro e o tempo estava ÓTIMO (tirando uns dias nublados e com chuvas rápidas), mas nem usamos nossos casacos pesados. Veja abaixo a tabela de medidas de temperatura ao longo do ano:
Fonte: Wikipedia



LONDRES E OS LONDRINOS
  • Londres é como toda cidade grande, cheio de pessoas apressadas correndo pra ir para o trabalho. Somos de São Paulo, sabemos bem como é essa correria da cidade, mas os Londrinos conseguem ser mais apressados do que nós no horário de pico (sempre achei isso difícil de ser batido). Até o atendimento em cafés e restaurantes fast-food é frenético, o que tem seu lado bom, as filas aqui são super rápidas!
  • É uma cidade de pessoas saudáveis! É muito comum ver os londrinos fazendo cooper e andando de bicicleta nos parques ou em volta deles no final da tarde. São tantas pessoas fazendo cooper nas proximidades dos parques, que você tem que andar no cantinho da calçada para não ser atropelado. É sério, haha.
  • Para os que estão loucos pra tirar uma foto dentro daquelas famosas cabines telefônicas vermelhas de Londres, precisamos te falar que elas fedem xixi! Fuééén... Assim como aqui no Brasil, hoje em dia os telefones públicos são pouco usados. Então algumas pessoas utilizam ele como banheiro mesmo. Mas nada te impede de tomar coragem, tampar o nariz e tirar a tal foto, haha.
  • Sentimos que as pessoas tem muito mais amor à rainha e à família real em Sydney do que em Londres. A realeza é muito mais presente em pequenos detalhes do dia a dia lá na Austrália.
  • A fama de "gentleman" dos ingleses é real! Aqui as pessoas são muito, mais muito educadas mesmo! Pra ter idéia, elas pedem sorry (desculpa) por qualquer coisa, mesmo que você é que tenha esbarrado nelas sem querer na rua. Além disso, é muito comum ouvir eles usando o sorry para pedir licença, no lugar do excuse me. Já pedem desculpas antes pelo incomodo.
  • É comum eles falarem cheers o no lugar de thank you no dia a dia. Eles usam thank you também, mas é bem raro, é algo bem mais formal.
  • Já a fama de serem sérios e frios, é falsa! Eles só são mais na deles, mas estão sempre dispostos a conversar se você puxar assunto ou pedir alguma informação.
  • Para os que curtem shows e festivais, Londres tem 17.000 shows por ano! É bom ficar ligado nas datas da turnê daquela sua banda favorita. Quem sabe você não vê ela em Londres, né?
  • Sotaque: de todos os lugares do Reino Unido em que passamos, o sotaque londrino foi o mais fácil de se entender. Acho que por estarmos sempre em contato com esse sotaque vindo de filmes, bandas, músicas etc. Nem se compara com o de Edimburgo ou de Liverpool (socorro!). É mais ou menos isso:


COMPRAS 
Se você gosta de fazer compras, Londres é o lugar certo! Inúmeros shoppings e bairros inteiros de lojas (famosas ou alternativas). Destacamos:
  • Oxford Street: é a rua comercial mais movimentada da Europa. O trânsito de turistas e londrinos é muito intenso! Todas as lojas mais famosas estão aqui. 
  • Camden Town: se você procura algo mais alternativo. Você encontra lojas de todos os estilos lá. Há uma infinidade de feiras, lojas, quiosques e stands.
  • Carnaby Street: fica no Soho, um dos bairros mais undergrounds de Londres. É um calçadão com grandes lojas e restaurantes bacanas. Isso é o que eu chamo de hipster chique!
  • Portobello Road Market: tem feirinha aos sábados. Lá encontramos lojas de roupas, antiguidades, souvenirs etc.

MEDIDAS DE ROUPAS E SAPATOS

TRANSPORTE 
  • PARA CHEGAR A LONDRES DE TREMLondres fica a pouco mais 3 horas de Paris e a pouco mais de 2 horas de Liverpool. A passagem de Liverpool para Londres pela Virgin Trains pode ser comprada alguns dias antes, já a de Paris para Londres pela Eurostar recomendamos que você compre antecipadamente para pagar mais barato. Dica: pesquise no site da Go Euro para encontrar os melhores preços e horários.
  • PARA CHEGAR A LONDRES DE AVIÃOÉ muito mais prático ir de trem ou ônibus, quando já está dentro da Europa. Mas caso precise chegar a Londres de avião, você provavelmente descerá no Heathrow Airport ou no Gatwick Airport. No caso de estar vindo do Brasil direto para Londres, a British Airways e a TAM fazem voos diretos partindo de São Paulo.
  • TRANSPORTE PÚBLICO EM LONDRESA fama do metrô de Londres não é a toa. É o maior do mundo em extensão, são 408 km de trilhos! Além do metrô, a cidade conta com aqueles famosos ônibus de 2 andares. Então nem preciso falar que você chega a qualquer lugar utilizando transporte público. E para isso você precisará de um Oyster Card (que é como o nosso bilhete único). Se você for ficar no mínimo 1 semana, vale comprar o Oyster de 7 dias (você usa quantas vezes quiser por 7 dias).


.COMIDAS E BEBIDAS 
  • Fish & chips (peixe com batata frita) e pies (tortas) são a cara de Londres. Os pubs são melhores lugares para experimentar esse tipo de comida. 
  • Não deixe de experimentar o café da manhã inglês, o Full English Breakfast: com bacon, tomate grelhado, ovo frito, linguiça, cogumelos, feijão, torrada, manteiga e muito chá com leite. Yummy!

Para saber um pouco mais sobre Londres e o que fazer enquanto estiver lá, confira nosso ROTEIRINHO especial sobre esta cidade incrível!


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Roteiro: Londres em 7 dias (Inglaterra)

Londres foi nossa penúltima cidade da viagem para o Reino Unido e arredores. Viemos de trem saindo de Liverpool, um trajeto de 2 horas mais ou menos.

Fizemos este roteiro de 7 dias e agora compartilhamos com vocês. Esperamos que seja útil! :)

DIA 1

1. REGENT'S PARK/ 2. LONDON EYE/ 3. BOROUGH MARKET/ 4. TOWER BRIDGE



Regent's Park
Um dos maiores e mais belos parques de Londres. Quando estivemos lá estava rolando uma maratona. Caminhamos, compramos comida e almoçamos lá mesmo. Estava um dia agradável, com sol, lago, esquilinhos e flores com cores incríveis para deixar a nossa tarde ainda mais bonita. No Regent's Park você também encontra o London Zoo, um dos zoológicos mais antigos do mundo.
DICA! O parque é enorme e tem mapas a cada entrada. Para acharmos o Queen Mary's Gardens, por exemplo, a gente se perdeu muito! Sugerimos que pegue um mapa online ou mesmo tire foto de algum desses mapas das entradas para ir acompanhando pelo celular.

London Eye
A London Eye é uma das atrações mais recentes e marcantes de Londres. Construída em 1999, é uma roda-gigante enorme com cabines também enormes, onde podemos ter uma vista privilegiada da cidade em 360º. O passeio dura cerca de 30 minutos. Não é necessário comprar ingresso antecipado, mas você pode economizar algumas libras com isso. Consulte os preços aqui.

Cruzeiro pelo Rio Tâmisa
Confira aqui os preços para passear de ferryboat pelo Tâmisa. Você pode comprar o ticket no mesmo lugar da London Eye. A saída é na mesma região, inclusive. Existe um guia que fala sobre a história de cada construção que se observa na beira do rio (ou cruzando ele). Dentre eles, vemos: a própria London Eye, London Bridge, Tower Bridge, Casa do Parlamento etc. O passeio dura aproximadamente 1 hora.
DICA! No ferryboat tem um bar, então compre sua cerveja antes de começar o passeio e divirta-se!

Borough Market
Se você gosta de comer e beber, vá para o Borough Market. É uma das feiras mais antigas de Londres, com 1000 anos de existência e em torno de 250 anos no mesmo local que está hoje. Lá encontramos quiosques de diversos tipos de comidas (prontas ou para fazer em casa) e bebidas: desde regionais até quiosques especializados em queijos ou mesmo em tortas inglesas. Vale a pena almoçar um dia por lá. Além da variedade, é um lugar lindo e inspirador.
ATENÇÃO! Só é aberto ao público de quinta-feira a sábado. O restante da semana o market funciona como centro de distribuição de produtos.
DICA! Aproveite as desgustações. Quase todas barracas oferecem.

Tower Bridge
A Tower Bridge é uma das pontes mais icônicas do mundo. Sempre confundida com a London Bridge (não têm nada a ver uma com a outra, mas confundimos), foi fundada no fim do Século XIX. Comprando o ticket, pode-se subir nas torres, atravessá-las, observar o Rio Tâmisa e ver a estrutura interna bem conservada das torres. Saindo delas, temos acesso à casa das máquinas (responsáveis por levantar e baixar a ponte). Bem divertido e interessante.
DICA! Resolvemos poupar e comprar um ingresso-combo para visitarmos o Monument também (ver dia 6). Pagando apenas pelo passeio na Tower Bridge seria £9. Com o Monument pagamos £10,50.

Pub Crawl
Dia cheio e ainda inventamos de ir em Pub Crawl! Ou seja, andar mais ainda, beber e terminar na balada. Quem liga? Estávamos de férias! \o/ Escolhemos o pub crawl que o hostel indicou, que focava no bairro de Camden, um dos bairros mais descolados de Londres. Clique aqui e confira.


DIA 2

1. CAMDEN TOWN/ 2. PICCADILLY CIRCUS/ 3. CARNABY STREET/ 4. COOKIE DO BEN´S COOKIES


Camden Town
Camden é um dos bairros mais legais de Londres. Lá você encontra as pessoas mais descoladas, desde punks a hipsters, e todas as lojas que constroem esses estilos. Há uma infinidade de feiras, lojas, quiosques e stands.
As feiras são:
DICA! Em setembro/2014 foi inaugurada no Stables Market uma estátua da Amy Winehouse em tamanho natural. Vá lá tirar uma fotinho e aproveite pra ouvir alguma jam session que certamente estará rolando.

Piccadilly Circus
A grande atração desta praça são os grandes luminosos publicitários que super iluminam a rua à noite. É divertido ver como as pessoas (aka turistas) param e sentam para assistir os comerciais. Lá também encontramos a estátua de Eros, o famoso cúpido. Aproveite para ver as lojas finérrimas da região.

Carnaby Street
A Carnaby Street fica no Soho, um dos bairros mais undergrounds de Londres. É um calçadão com grandes lojas e restaurantes bacanas.

Oxford Street
A Oxford Street é a rua comercial mais movimentada da Europa. Se você tiver fobia de pessoas, não vá para lá. O trânsito de turistas e londrinos é muito intenso! Mas vale conferir as lojas que tem por lá.
DICA! Se ainda não experimentou Ben's Cookies, não sabe o que está perdendo. Eles têm a fama de produzir os melhores cookies do mundo e nós concordamos com isso. Há várias lojinhas espalhadas em Londres, mas você pode ir nos da Oxford também.


DIA 3

1. NOTTING HILL/ 2. PORTOBELLO ROAD/ 3. KENSINGTON GARDENS/ 4. HYDE PARK (HOMEM DISCURSANDO NO SPEAKERS CORNER)



Notting Hill
Notting Hill ficou mundialmente conhecida pelo filme "Um Lugar Chamado Notting Hill", mas deve-se ir além da livraria que inspirou a trama. Ande pelo bairro e observe as lindas casas e outras construções da época vitoriana. Se conseguir ir em um sábado, você pegará a famosa feira de Portobello Road, a Portobello Market. Acesse o blog Mapa de Londres e confira um roteiro que você pode fazer a pé pelo bairro.

Portobello Road
A Portobello Road fica em Notting Hill. Lá encontramos lojas de roupas, antiguidades, souvenirs etc. Como dissemos antes, vale mais a pena ir aos sábados para conferir o Portobello Road Market.

Kensington Gardens
Kensington Gardens e Hyde Park são praticamentre extensões um do outro, por isso fizemos os dois no mesmo dia. Apesar disso, pegamos metrô para nos deslocarmos (sim, dois parques juntos é muita coisa para andar). Como em muitos lugares da cidade, em Kensington Gardens há bicicletas para alugar. Resolvemos fazer isso e conhecer mais rápido o parque. Passamos por um grande lago e pelo Palácio de Kensington, onde morou Lady Diana e onde moram Príncipe William e a Duquesa Catherine atualmente. Desde 2005 há uma exposição de objetos da Princesa Diana.

Hyde Park 
No Hyde Park se encontra uma aura menos pacífica que em Kensington Gardens. Lá a agitação começa com pessoas dançando sob seus patins e fazendo coreografias e continua no Speakers Corner (Recanto do Orador). Segundo o Wikipedia, no Speakers Corner "qualquer cidadão pode fazer discursos criticando qualquer um, com exceção da Família Real e do governo inglês. Para discursar, o orador tem de estar sobre um caixote ou tablado pois, segundo a tradição britânica, o orador não pode estar sobre solo inglês, se o orador não estiver pisando em solo inglês ele estará isento das leis e tradições britânicas". Bom, vimos alguns em caixotes e outros não. As discussões eram muito sobre religião, política, sociedade e ecologia.


DIA 4

1. e 2. STONEHENGE/ 3. e 4. CIDADE DE BATH

Stonehenge e Bath
Stonehenge e Bath é um passeio imperdível e obrigatório para os que estão viajando pelo Reino Unido! Tanto que fizemos um post especial só pra eles. CLIQUE AQUI e veja todas as informações e dicas!


DIA 5

1. e 3. PALÁCIO DE BUCKINGHAM/ 2. CERIMÔNIA DA TROCA DE GUARDA REAL/ 4. BIG BEN (ELIZABETH TOWER)


Palácio de Buckingham 
Palácio de Buckingham é a residência real desde a época da Rainha Vitória, em 1937. Hoje ele serve não só como residência da Rainha Elizabeth II, mas também como gabinete da casa real. Até este ano, o palácio só era aberto ao público nos meses de agosto e setembro (cheque as datas corretas aqui, elas variam a cada ano). Mas você pode visitá-lo no inverno também, por um preço bem mais salgado (£75 atualmente). No Palácio fazemos um tour pelas 19 salas de estado que são decoradas com tesouros da coleção real e pinturas famosas (Rembrandt, Monet, Caravaggio etc). Você também encontra em exposição algumas peças pessoais da realeza. Tem uma ala bem impactante falando da infância da realeza. Lá encontramos brinquedos dos príncipes Harry e William (até do príncipe-bebê George), vídeos da rainha quando era criança, roupinhas do príncipe Charles, e em outras alas é possível ter acesso até a pertences da Lady Diana. Na saída, não deixe de tomar um chá e comer um doce como profiterólis nos jardins do palácio (sim, é possível fazer isso)! O ingresso (no verão e outono) custa £19,75, mas vale comprar antecipado online (a entrada tem hora marcada).
A TROCA DE GUARDA começa oficialmente às 11h30. De abril a julho acontece todos os dias, e de agosto a abril em dias alternados. Antes de ir, cheque o calendário aqui. E chegue pelo menos 1 hora antes se você quiser enxergar alguma coisa. É realmente muito disputado.
CURIOSIDADE! Quer saber se a rainha está em casa ou não? Olhe para a bandeira hasteada no topo do Palácio. Se for a bandeira da Inglaterra, ela não está. Se for o Estandarte Real, ela está!
BANDEIRA DO ESTANDARTE REAL DO REINO UNIDO

Horse Guards
Horse Guards já foi sede do exército britânico, hoje é sede da cavalaria real. É aqui que se celebra todos os anos no mês de junho o aniversário oficial da rainha, com uma parada militar fantástica chamada Trooping the Colour. A cerimônia é cheia de pompa e circunstância, a rainha realiza uma inspeção das tropas e então lidera-as até palácio de Buckingham.
DICA! Aqui também tem uma troca de guarda, tão legal quanto a do palácio. Começa oficialmente às 11h de segunda a sábado e às 10h aos domingos.

Big Ben (Elizabeth Tower) 
Big Ben está entre os marcos mais icônicos e populares de Londres, presente em quase todos os cartões postais da cidade e faz parte da edificação do Parlamento Inglês. O que poucos sabem é que na verdade aquela torre do relógio não é o Big Ben, e sim a Elizabeth Tower. O Big Ben é o sino que fica dentro da torre, e que tecnicamente você nunca vê, só ouve. O sino pesa 13 toneladas e 2,39m de altura. Infelizmente a visitação não é permitida para turistas, somente para residentes no Reino Unido.

Houses of Parliament
As casas do parlamento, também conhecido como Palácio de Westminster, é a sede do Parlamento do Reino Unido, e é um dos maiores parlamentos do mundo. Se você estiver interessado em assitir os debates e sessões parlamentares, a câmara dos comuns é aberta gratuitamente para todos. Informe-se sobre os dias e horários aqui. E ainda é possível fazer um tour guiado pelo Parlamento, a entrada custa £17,50.

Abadia de Westminster 
Westminster Abbey uma das igrejas mais importantes de Londres. Inicialmente católica, atualmente anglicana. É aqui que acontecem as coroações dos monarcas britânicos e alguns casamentos reais. Em 2011 foi palco do casamento do Príncipe William com a Kate Middleton. A entrada custa £18, mas para as missas a entrada é gratuita.

Trafalgar Square - Nelson's Column 
A Trafalgar Square é uma praça em homenagem à Batalha de Trafalgar, onde os ingleses venceram Napoleão Bonaparte. No centro dela se encontra a Nelson's Column (o Almirante Horatio Nelson é o herói que derrotou as tropas francesas) e os leões de bronze. É nessa praça que se comemora o ano novo em Londres, e é onde acontecem muitos protestos e eventos esportivos. É um lugar ótimo para se observar as pessoas, sentadas na grama ou nas escadas durante o dia!


DIA 6

1. NÓS NO SHERLOCK HOLMES MUSEUM/ 2. TOWER OF LONDON/ 3. ESCADA DO THE MONUMENT/ 4. SAINT PAUL´S CATHEDRAL



Sherlock Holmes Museum
Você provavelmente já ouviu falar das sagas do personagem Sherlock Holmes, não? O detetive Holmes e seu fiel escudeiro, Dr. Watson viveram na Baker Street 221b, entre 1881 e 1904, segundo as histórias escritas por Conan Doyle. É aquele caso típico de personagem marcante, que sai do livro e praticamente vira uma pessoa mesmo, uma personalidade da cidade. Tanto que hoje, na Baker Street 221b você realmente encontra a casa do Sherlock Holmes, como nos livros. Na parte de dentro há uma exposição com objetos e personagens dos livros e ainda pode-se tirar foto nas cadeiras do Sherlock e do Watson, com direito a chapeuzinho, lupa e cachimbo! O ingresso para entrar na casa/museu custa £10, e é vendido na lojinha do museu.
DICA! Aproveite o passeio pela Baker Street e visite o metrô com o mesmo nome (você provavelmente chegará de metrô, mas vale mencionar). Lá você verá a famosa imagem do perfil de Sherlock Holmes espalhada pelas sinalizações. Além disso, visite também a estátua em homenagem ao personagem, logo na saída do metrô. O monumento fica na Marylebone Road, London NW1 5LA

Tower of London 
Her Majesty's Royal Palace and Fortress, mais conhecida como Tower of London é um castelo com mais de 900 anos de história. Foi construída por “William, o Conquistador” para proteger a cidade. Inicialmente era só uma fortaleza, mas já foi palácio real, arsenal, local de execução (3 rainhas Inglesas foram executadas aqui), tortura e até prisão (daqui é que vem a expressão "sent to the Tower", que significa ser preso). Sua função variou muito ao longo do tempo. Hoje em dia, a Torre de Londres é uma das atrações turística mais populares. Aqui é onde as jóias da Coroa Britânica ficam guardadas, além de armaduras e outros tesouros históricos. O ingresso custa £22 (um pouco caro, mas vale a pena).
CURIOSIDADE! Procure pelos corvos, eles estão no local desde 1600! Segundo a lenda, o império ruirá se algum dia eles deixarem o local. Desde então, os corvos são muito bem alimentados e tratados por lá. Bom para os corvos e melhor não arriscar e manter a tradição, não?

The Monument 
The Monument to the Great Fire of London in 1666 (mais conhecido como apenas The Monument) é um memorial construido entre 1671 e 1677 para lembrar do grande incêndio de Londres (uma das maiores catástrofes da capital inglesa) e celebrar a reconstrução da cidade. Ele tem 61 metros de altura e 311 degraus até o topo. A subida é super sossegada, dá para ir parando no meio do caminho, e na saida você ganha um certificado por ter subido os 311 degraus! Vale pela vista e pelo contexto historico do memorial. A entrada custa £4, mas você pode comprar o ingresso do Monument junto com o do Tower Bridge (que fomos no dia 1), e aí fica £10,50 os dois. E não precisa ir nos dois no mesmo dia.

St Paul's Cathedral
St Paul's Cathedral é uma catedral anglicana sede do Bispo de Londres. A cúpula da catedral é a segunda maior do mundo, a maior é a Basílica de São Pedro no Vaticano. A catedral foi palco de grandes eventos ao longo dos anos: o casamento do Príncipe Charles e da Lady Diana Spencer em 1981, o funeral de Winston Churchill e Margaret Thatcher, as celebrações do Jubileu da Rainha Victoria, o aniversário de 80 anos e o Jubileu de diamante da Rainha Elizabeth etc. A entrada custa £16,50.

Tate Modern
Tate Modern é o museu de arte moderna e contemporânea mais visitado do mundo (4,7 milhões de visitantes por ano). Lá você encontra obras incríveis de artistas como Cézanne, Matisse, Picasso, Dalí, Pollock e Warhol. E o melhor de tudo, é de graça (exceto para algumas exposições especiais temporárias). É importante lembrar que todos os museus públicos da Inglaterra tem entrada gratuita.


DIA 7

1. ROYAL OBSERVATORY (PÉS NO MERIDIANO DE GREENWICH)/ 2. e 3. NATURAL HISTORY MUSEUM/ 4. ABBEY ROAD


Royal Observatory - Meridiano de Greenwich
No Royal Observatory encontra-se o Meridiano de Greenwich, que representa a longitude zero da Terra, determina os fusos horários e divide-a em oriente e ocidente. Aproveite para tirar uma foto no centro do mundo, saber mais sobre astronomia e ver o maior telescópio do Reino Unido no único planetário de Londres. A entrada no Royal Observatory custa £8,50.
ATENÇÃO! A sinalização do parque é meio precária para se achar o Meridiano. Ficamos meio perdidas porque não sabiamos que ele ficava dentro do observatório, e estávamos procurando indicações para o meridiano (que não é citado nas placa). Mas deu tudo certo, fomos pedindo informação até nos achar.

Natural History Museum
Museu de História Nacional de Londres exibe inúmeras espécimes de vários segmentos da história natural. Conta com muita interatividade para tratar dos mais diversos assuntos da ciência e da natureza. O museu é dividido em 4 zonas (blue, green, red e orange), cada uma trata de um tema diferente. Clique aqui para saber o que encontrar em cada zona. Resumidamente, você encontrará fósseis e simulações de dinossauros, mamíferos e corpo humano na blue zone; vulcões, terremotos e uma terra gigante na red zone; o Darwin Centre e o Wildlife Garden na orange zone; e ecologia da Terra, estátua de Charles Darwin e o famoso esqueleto de Diplodocus bem na entrada do museu, na green zone! A entrada é gratuita, como em todos os museus.

Abbey Road 
Para os fãs de Beatles, a Abbey Road é passagem obrigatória em Londres. A faixa de pedestres da Abbey é conhecida por ter sido a capa de um álbum dos Beatles com o mesmo nome. Desde então, muitos turistas vão até lá para tirar aquela foto clássica atravessando a rua!
ATENÇÃO! Para chegar lá, a estação de metrô certa é a St John's Wood, não a estação Abbey Road (que inclusive fica muito longe mesmo). Muitos turistas se confundem e acabam no lugar errado. Não se esqueçam, estação St John's Wood!
DICA AMIGA! Por mais fã de Beatles que você seja, não faça brasilidades! Não existem faróis para os carros pararem e eles são obrigados a frear a cada pedestre que passa. Então, atravesse e tire sua foto quantas vezes quiser, mas não PARE no meio da rua fazendo poses. Isso realmente é uma falta de respeito com os londrinos.

Esperamos que estas dicas sejam úteis para você que está planejando conhecer Londres. Caso tenha alguma dica a mais, informe-nos que incluiremos aqui! Boa viagem! CHEERS!


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